Aécio teve 48,36% dos votos na eleição do domingo passado | Nacho Doce/Reuters
Aécio teve 48,36% dos votos na eleição do domingo passado| Foto: Nacho Doce/Reuters

O PSDB decidiu contestar o resultado do segundo turno da eleição presidencial em que a presidente Dilma Rousseff (PT) venceu o tucano Aécio Neves. Numa frente menos in­­cisiva, o partido entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja feita uma "auditoria especial" no resultado das eleições. Nessa ação, o partido alega que o objetivo não é colocar em dúvida a lisura do resultado, mas esfriar as teorias conspiratórias que circulam na internet de que a eleição foi fraudada.

Em outra linha mais dura, a executiva do PSDB da cidade de São Paulo, maior diretório municipal do partido, aprovou uma nota contestando o resultado do segundo turno da eleição presidencial e pedindo uma auditoria do resultado, de preferência internacional.

A ação protocolado no TSE é assinada pelo coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP). Ele pede que seja criada uma comissão de técnicos indicados pelos partidos políticos para a fiscalização de todo o processo eleitoral. O PSDB diz que não coloca em dúvida a lisura da apuração e o trabalho do TSE, mas justifica que, depois de anunciada a vitória da petista, surgiu, especialmente nas redes sociais, "uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira". Sampaio afirmou que não se trata de recontagem dos votos, mas de uma medida para evitar que teorias de que houve fraude no processo continuem sendo alimentadas. "Nas redes sociais os cidadãos brasileiros vêm expressando, de forma clara e objetiva, a descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos", diz o texto da ação.

Já o presidente do diretório municipal do PSDB de São Paulo, Milton Flávio, colocou em dúvida todo o processo eleitoral. Seguno ele, há denúncias de fraudes em urnas eletrônicas nas redes sociais. Os tucanos de São Paulo contestam também a isenção do presidente do TSE, José An­­tonio Dias Toffolli, que trabalhou para o PT antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal e ao TSE. "Muita gente questiona a isenção do Toffoli [de conduzir as eleições]", disse Flávio.

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