São Paulo O secretário-geral do PT, Ricardo Berzoini, considerou ontem o contrato em vigor do partido com o publicitário Duda Mendonça rescindido "do ponto de vista político". Ele disse que diante da atual situação o partido buscará meios jurídicos de cancelar a prestação desses serviços. "Com essa postura do publicitário, não há motivo para o partido continuar mantendo relações de contratação com o senhor Duda Mendonça."
Berzoini afirmou que o partido reconhece apenas um único contrato com a CEP Comunicação, agência controlada por Duda, referente ao período citado pelo publicitário em seu depoimento à CPI dos Correios. Após ter solicitado uma análise das contas da tesouraria do partido, Berzoini informou que o PT reconhece apenas o contrato da campanha presidencial de 2002, firmado no valor de R$ 5 milhões, estendido posteriormente para R$ 7,085 milhões. Ele afirmou que todas essas despesas foram devidamente documentadas em doze notas fiscais e insistiu que o partido não assumirá dívidas que tiverem sido contraídas de forma irregular.
"São essas informações que nós consideramos aqui no PT como informações oficiais que devem ser tratadas pelo partido", afirmou Berzoini, destacando que não se trata de contestar a veracidade dos fatos denunciados pelo publicitário e que o partido prefere aguardar até que as informações sejam apuradas rigorosamente.
Berzoini informou também que entre 2001 e 2005, o PT contratou serviços da empresa de Duda Mendonça para campanhas institucionais no valor total de R$ 4,4 milhões. Para o ano de 2005 especificamente, o contrato prevê serviços avaliados em R$ 300 mil, sendo que apenas parte deles foram executados até o momento.
Berzoini disse ainda que qualquer tipo de serviço prestado ao PT por Duda por meio de uma relação informal com o ex-tesoureiro Delúbio Soares deve ser tratada da mesma forma como o relacionamento do ex-tesoureiro com o empresário Marcos Valério.



