A Igreja Renascer em Cristo e a família dos fundadores, Sonia e Estevam Hernandes, divulgaram nota, nesta sexta-feira, classificando como difamatórias e mentirosas as informações de que Estevam e Sonia tinham uma movimentação financeira suspeita em contas bancárias dos Estados Unidos. Para a igreja, as declarações do promotor Marcelo Mendroni, do Ministério Público do Estado de São Paulo, são enviesadas, "mentirosas, difamatórias e elaboradas deliberadamente de maneira a induzir a erro a opinião pública". Na nota, a instituição afirma que vai tomar as devidas "providências civis e criminais contra o promotor". O promotor é acusado pela igreja de ter um "comportamento narcisista e visivelmente autopromocional".
O comunicado afirma ainda que não houve qualquer investigação sobre a movimentação financeira do casal.
- As pretensas descobertas se referem a fatos e números que constam nas declarações de Imposto de Renda da família Hernandes e nos depoimentos do apóstolo Estevam e da bispa Sônia à Justiça americana. E, mesmo assim, apesar de constarem em documentos oficiais, os números foram maliciosamente manipulados e interpretados - diz a nota.
Para a igreja, os US$ 2 milhões foram movimentados em seis anos.
- Dá uma média de R$ 50 mil por mês. É até ridículo achar que se lava dinheiro com essa quantia - ainda mais que, deste montante, devem-se descontar as despesas normais de hipoteca da casa, prestações diversas, alimentação, pagamento de empregados, remédios, seguros, impostos, etc. - afirma a instituição, acrescentando que essa conta bancária foi declarada no Imposto de Renda, numa instituição financeira legal.
Ainda de acordo com o comunicado, a dívida da igreja com o Fisco, avaliada em R$ 6 milhões pelo Ministério Público, não são "recentes" nem são "descobertas".
- Trata-se de uma dívida legal, declarada, reconhecida, que vem sendo paga em parcelas, conforme negociação nos termos da lei, dentro das normas do PPI, aplicáveis a qualquer pessoa ou instituição. O valor foi mais uma vez manipulado para cima. Este parcelamento é de cerca de R$ 4 milhões, bem menos do que o propalado pelo promotor ao exorbitar de suas funções - diz a nota.







