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Imbróglio

Requião convoca reunião para dissolver executiva do PMDB no estado

Para o jurídico do partido, medida não teria efeito legal. Senador já teria conseguido maioria entre os membros do diretório

O senador Roberto Requião (PMDB) tenta, novamente, dissolver a Comissão Executiva estadual do partido – composta na maioria por integrantes que eram contrários à candidatura dele ao governo do estado e mais ligada a Beto Richa (PSDB). Requião encabeçou a convocação de uma reunião dos membros do diretório estadual, do qual é membro, para esta sexta-feira (15). Na reunião, o diretório deve deliberar se executiva infringiu o estatuto ao permitir que parlamentares da sigla participem de eventos de campanha de outros partidos. Ao mesmo tempo, o senador também entrou com pedido de dissolução da executiva no diretório nacional do PMDB, que ainda não tomou nenhuma decisão.

Pelo estatuto do PMDB, a dissolução é prevista se houver comprovação de irregularidade e se a decisão for tomada por maioria do diretório hierarquicamente superior. No entendimento do grupo de Requião, o diretório estadual poderia tomar a decisão porque estaria acima da executiva. Já para o grupo de Osmar Serraglio (PMDB), presidente da executiva estadual, apenas o diretório nacional poderia tomar esta decisão. Até agora, de acordo com Sérgio Ricci, membro do diretório e delegado nacional do PMDB, Requião teria conseguido 40 assinaturas, de 71 membros do diretório.

O advogado do PMDB, Rogério Carboni, já entrou com representação no Conselho de Ética do partido questionando a convocação da reunião. "No meu entendimento, o diretório estadual não detém competência para apreciar a questão de dissolver a comissão executiva estadual. O diretório pode se reunir, mas se tem efeito legal é outra história", afirma.

Serraglio, que é deputado federal, defende que a convocação da reunião é irregular. Ele passou a tarde desta terça-feira (12) na Assembleia Legislativa costurando apoios contra a medida de Requião. E diz que hoje o PMDB está rachado no Paraná porque há uma "ala de xiitas" no partido, dando a entender que seria o grupo de Requião. "Se eles chegarem ao limite de me destituir, aí vão ver o meu outro lado", disse.

Para o deputado Stephanes Junior, 3º vice da executiva, a ação de Requião seria apenas um "ato midiático". "É o estilo de ser dele. Ele quer ter o poder universal e supremo", comentou ontem.

O advogado de Requião, Luiz Fernando Delazari, comenta que o objetivo da movimentação pela reunião seria fazer com que o partido "respeitasse" a candidatura do senador. "Não podemos ter integrantes da executiva que não estejam cumprindo a determinação [de apoiar a candidatura própria no estado], quebrando a unidade partidária", disse.

Nos bastidores, diz-se que o partido teria sugerido que os membros da executiva contrários à Requião deveriam se licenciar das funções durante as eleições. Serraglio afirma que esta hipótese está fora de cogitação.

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