Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
documento

Senado publica em sua página na internet relatório final dos atos secretos

G1 antecipou documento, que isenta de culpa Mesa Diretora, na quarta. Documento com 47 páginas atribui responsabilidade a ex-diretores

O Senado publicou na tarde desta quinta-feira (1º), em sua página na internet, o relatório final dos atos secretos. Inicialmente, a publicação só seria feita no próximo dia 5, mas o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), resolveu antecipar a divulgação depois de o G1 revelar o teor do documento na noite de quarta-feira (30).

"O presidente pretendia divulgar esse relatório na próxima segunda-feira (5). Mas como já foi revelado, vamos publicar uma versão dele na página da Casa", explicou o porta-voz de Sarney. Segundo a assessoria, Sarney está no Maranhão e não irá comentar o caso nesta quinta.

Com 47 páginas, o relatório exime a Mesa Diretora da Casa de responsabilidade pela não publicação das medidas e culpa o ex-diretor-geral Agaciel Maia e o ex-diretor da Secretaria de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi no caso.

Os atos secretos foram descobertos em maio. Por meio deles foram criados cargos, nomeados e exonerados funcionários. Desde 1996, foram editados mais de 300 boletins administrativos, contendo atos que não foram publicados –o que contraria a legislação.

Criada para identificar os possíveis responsáveis pela edição de atos secretos no Senado, a comissão formada por integrantes de diferentes setores da Casa isenta os "integrantes da Mesa Diretora" de qualquer responsabilidade pelo escândalo.

O relatório afirma que a publicação dos atos é uma prerrogativa do diretor-geral e do diretor da Secretaria de Recursos Humanos da Casa. Durante todos os anos em que ocorreram os atos secretos, estes foram os mesmos: o ex-diretor-geral Agaciel Maia, que comandou o órgão por 15 anos e teve ao seu lado o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.

Por telefone, na quarta-feira, Agaciel disse ao G1 que desconhecia o relatório. "Não vou me pronunciar agora porque não conheço esse relatório e não sei dessa conclusão. Para mim, a comissão [que investiga os atos] ainda estava trabalhando nesse processo", disse o ex-diretor-geral.

Nesta quinta, o advogado de Zoghbi, Getúlio Humberto Barbosa de Sá, disse que seu cliente não cometeu irregularidades. "Não vamos aceitar a responsabilidade por ações que não eram da competência do Zoghbi", afirma o advogado.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.