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Senador é suspeito de desviar R$ 59 mi do imposto sindical

Para o Ministério Público de Minas Gerais, dinheiro teria sido repassado de forma irregular para entidades gerando enriquecimento ilícito, lesão ao erário e violação de princípio eleitoral

  • Agência Estado
Senador Clésio Andrade (PR-MG), presidente da CNT, suspeito de apropriação de dinheiro da contribuição sindical dos trabalhadores de transporte |
Senador Clésio Andrade (PR-MG), presidente da CNT, suspeito de apropriação de dinheiro da contribuição sindical dos trabalhadores de transporte
 
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O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o senador Clésio Andrade (PR-MG), presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), por desvio de recursos de contribuições sindicais do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) – entidades também presididas pelo senador.

Na ação ajuizada na quinta-feira da semana passada, na 33.ª Vara Cível de Belo Horizonte, os promotores de Defesa do Patrimônio Público afirmam que em 2003 e 2004, época em que Clésio era vice-governador de Minas – durante o primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB) –, o Instituto de Desenvol­vimento, Assistência Técnica e Qualidade em Transporte (IDAQ) e o Instituto João Alfredo Andrade (IJAA), com sede em Juatuba (MG), receberam, de forma indevida, R$ 59,6 milhões.

O Ministério Público pede que o senador e Lilian Carla de Souza, diretora financeira e "braço direito" do presidente da CNT sejam condenados por atos de improbidade administrativa na gestão das entidades, o que teria gerado enriquecimento ilícito, lesão ao erário e violação de princípio eleitoral.

O MP-MG também solicita que Clésio Andrade, Lilian Carla e os institutos beneficiados sejam condenados ao ressarcimento integral do dano de

R$ 59,6 milhões. Os promotores pedem ainda o bloqueio de bens do presidente da CNT e da diretora financeira no limite mínimo de R$ 46,6 milhões.

Saques

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público conseguiu na Justiça a quebra de sigilo dos institutos e constatou, por meio de perícia técnica, que no período de janeiro de 2003 a agosto de 2004 o Idaq recebeu da CNT, do Sest, do Senat e do Instituto Assistencial do Transporte Rodhes a quantia de R$ 46,6 milhões. Desse total, R$ 31,5 milhões foram retirados em dinheiro na boca do caixa.

A maior parte desse montante foi sacada em uma agência do Banco Rural, em Brasília, onde eram realizadas as retiradas acima de R$ 100 mil.

"Não se tem conhecimento de cursos, campanhas ou ações promovidas pelo Idaq ou IJAA em benefício do trabalhador em transporte, nos anos de 2003 e 2004, que pudessem justificar dispêndio de recursos em patamares tão elevados."

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