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Rio de Janeiro

Seqüestrador do 499 responde a dois inquéritos na Delagacia da Mulher de Nova Iguaçu

André Luis Ribeiro da Silva, que manteve sua ex-mulher, Cristina Ribeiro, refém durante 10 horas na mira de um revólver dentro de um ônibus na Rodovia Presidente Dutra, na sexta-feira, responde a dois inquéritos na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu. Segundo a delegada-titular da unidade, Lauren Faria, foram instaurados dois inquéritos para apurar denúncia contra André, como também já tinha sido feito um registro de ocorrência de lesão corporal e ameaça, este encaminhado ao Juizado Especial Criminal, de Nova Iguaçu, em 2001.

A delegada também esclareceu, que na época do registro, a lei 9099, tratava a violência doméstica como crime de menor potencial ofensivo. Após registro na delegacia e compromisso das partes, todo procedimento era encaminhado aquele juizado, encarregado de decidir em audiência, as penas ao autor do fato.

Lauren explicou que em 6 de agosto deste ano, a mãe de Cristina, Eunice, foi à Deam relatar que sua filha encontrava-se em um motel com André Luiz, que, em principio, a mantinha em cárcere privado. De imediato foi lavrado o registro de ocorrência com base na notícia da mãe de Cristina. Neste período, Cristina teria voltado para sua casa.

Lauren revelou que quando André soube que fora feito registro de ocorrência sobre o fato na Deam de Nova Iguaçu, naquele mesmo dia, ele se apresentou espontaneamente ao DPO/PM de Austim, sendo levado para a especializada, onde, Cristina, André e os policiais militares prestaram depoimentos, em inquérito policial. Na ocasião, por força de lei, não foi possível prendê-lo em flagrante, sendo o inquérito remetido para a Justiça.

Um pouco mais de um mês após a instauração daquele inquérito, Cristina retornou à Deam, no dia 11 de setembro, relatando que fora ameaçada por André, em conseqüência do indiciamento dele no inquérito por cárcere privado. A delegada Lauren Faria, entendeu que não se tratava de uma simples ameaça, instaurando novo inquérito indiciando-o no crime de coação no curso do processo. André foi intimado e não compareceu à especializada. O inquérito foi remetido à Justiça de Nova Iguaçu, onde ainda permanece.

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