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São Paulo

Seqüestradores da mãe de Robinho foram presos por acaso

A quadrilha que seqüestrou a mãe de Robinho é organizada - cada um de seus integrantes tinha uma função específica - e foi localizada por acaso. Quatro integrantes do bando que seqüestrou Marina da Silva Souza, mãe do jogador, foram presos pela Divisão de Operações Especiais de Minas Gerais por outro seqüestro na cidade mineira de Alfenas e os policiais chegaram ao grupo chefiado por Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden. Condenado a 38 anos de cadeia, Silva é acusado de 11 seqüestros, incluindo o de João Bertin, dono de um frigorífico em Lins, no interior de São Paulo, que ficou 157 dias em cativeiro.

Segundo o delegado Edson Moreira Silva, responsável pelas investigações, os acusados teriam confessado envolvimento em mais três seqüestros - em Tatuí e em Limeira, no interior de São Paulo, e em Três Corações (MG). Outras seis pessoas ligadas ao grupo já estão identificadas.

A quadrilha seqüestrou, em 15 de abril, a filha do reitor da Universidade de Alfenas (Unifenas), Larissa Araújo Vallano, e o namorado dela, Deivison Ferreira Sampaio. O casal passou 26 dias em cativeiro. Desde então, a polícia mineira vinha investigando o caso até que, no fim de semana, chegou a Cristiane Oliveira e Francisco Roniere Anchieta de Melo, que foram presos em Poços de Caldas, no sul de Minas.

Durante depoimento, os acusados forneceram pistas que ajudaram na prisão de outros dois integrantes do grupo. Ismael de Paula Silva e Eduardo de Jesus Oliveira foram detidos em Itupeva, na região de Campinas, na segunda-feira.

O delegado Silva afirma que a quadrilha é bem organizada e cada um de seus integrantes tem função específica. Cristiane, segundo ele, era a responsável por cuidar da cozinha e da limpeza dos cativeiros. Já Roniere seria o encarregado de levantar os dados e hábitos das vítimas, bem como de participar do arrebatamento. Ismael de Paula, por sua vez, tinha a função de comprar ou alugar imóveis que seriam usados como cativeiro. Nesse trabalho contaria com a ajuda de Eduardo Oliveira. Em poder da quadrilha foram apreendidos veículos adquiridos com dinheiro proveniente do resgate pago pela família do reitor da Unifenas.

O delegado Silva permanece no interior de São Paulo porque acredita ter em mãos provas que o levarão aos chefes da quadrilha. Embora quatro pessoas tenham sido presas, os chefões ainda se encontram em liberdade.

Silva, o Bin Laden, é condenado por roubos e assassinatos. Condenado, ele estava preso na Penitenciária do Estado, no Carandiru, de onde escapou com outros 28 detentos, em 2003, por um túnel escavado até a Avenida Ataliba Leonel.Ele é de Jundiaí, a 60 km de São Paulo, onde dois de seus parceiros foram presos pela polícia mineira, e chegou a ser detido pela Delegacia Anti-Seqüestro de Campinas em 2002.

Bin Laden age com Ediraldo Oliveira Freitas, o Galo, considerado seu braço direto. Galo também fugiu da Penitenciária do Estado pelo mesmo túnel. André Luís Ramos, o Barba, é outro criminoso suspeito de agir com a quadrilha de Bin Laden. Ele é responsável pelo seqüestro de Inês Fidelis Régis, mãe do jogador Rogério, do Sporting de Portugal. Portador de HIV, Barba saiu da cadeia em 2003 com indulto. Os médicos atestaram que ele estaria em fase terminal.

Além deles, estão sendo procurados pela polícia mineira dois homens identificados pelos apelidos de Negão e Louro e duas mulheres apontadas como amantes dos chefes. Silva diz que, pelo modo de ação dos seqüestradores, a polícia investigava, além das pessoas que foram presas, outros seqüestradores ligados a Pedro Ciechanovicz, preso em fevereiro de 2004 em Curitiba e que atualmente cumpre pena no interior paulista. Ciechanovicz comandou, entre outros casos, o seqüestro do dono da G. Aronson, Girz Aronso.

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