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Segurança

SP teria mega-rebelião em 27 presídios, revelam agentes penitenciários

As cinco rebeliões ocorridas entre segunda e terça-feira em unidades prisionais de São Paulo podem ter sido apenas a ponta do iceberg do que seria um grande motim simultâneo em 27 prisões do estado. A denúncia foi feita nesta terça-feira por funcionários de penitenciárias. Segundo eles, a ação nas prisões de Iperó, Mogi das Cruzes, Mauá, Franco da Rocha e Cauiá foi articulada na semana passada por líderes de um facção criminosa. Representantes da Secretaria de Administração Penitenciária e também da coordenadoria de presídios de São Paulo disparam então um alerta para a direção das unidades.

- Pelo o que disseram, pelo menos 15 prisões entrariam em rebelião ao mesmo tempo - afirmou um agente penitenciário, que preferiu não se identificar.

Também estaria na lista da mega-rebelião o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Itapecerica da Serra, que teve uma tentativa de fuga frustrada na sexta-feira.

O presidente do sindicato dos funcionários do sistema prisional de São Paulo, João Machado, confirma a informação e diz que os diretores das prisões começaram a temer uma ação conjunta quando vários presos, ao mesmo tempo e sem motivo aparente, pediram no fim de semana para serem transferidos para os setores conhecidos como 'seguro', para onde são levados os presos que correm risco de vida.

- Isso causou muita desconfiança - afirmou.

Segundo ele, alguns presos indicaram que a grande rebelião conjunta seria pano de fundo para uma série de reivindicações de uma grande facção criminosa de São Paulo.

Mesmo com o fim das rebeliões em São Paulo, o clima ainda é tenso em algumas unidades do estado. Em Itapecerica da Serra, por exemplo, a superlotação do presídio gera preocupações entre os funcionários. Na tarde desta terça-feira, 512 presos ocupavam o mesmo pavilhão construído para abrigar apenas 96 detentos. Eles acabaram transferidos. Em outro pavilhão, 324 detentos superlotam uma área que cabe menos de um terço desse total. Os funcionários temem novas tentativas de fuga.

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