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Sucessão municipal tem Ratinho Jr. em 1.º e empate técnico no 2.º lugar

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra secretário de Richa com 25,9% das intenções de voto. Fruet está com 15,1% e Requião Filho tem 12,7%

  • PorKatna Baran
  • 05/07/2015 22:00
Fruet e Ratinho Jr.: primeiro e segundo em 2012 inverteram as posições na pesquisa. | Hugo Harada/Gazeta do Povo/Arquivo
Fruet e Ratinho Jr.: primeiro e segundo em 2012 inverteram as posições na pesquisa.| Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo/Arquivo

O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano Ratinho Jr. (PSC) seria o favorito a ocupar o posto de prefeito de Curitiba, com 25,9% das intenções de voto, se as eleições fossem hoje. É o que aponta um novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que indica o atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) em segundo lugar na preferência dos eleitores, com 15,1%, tecnicamente empatado com o deputado estadual Requião Filho (PMDB), que tem 12,7% da preferência – já que a margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Em seguida, aparecem o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), com 8,4% das intenções de voto, e os deputados federais Rubens Bueno (PPS), com 6,5%, e Fernando Francischini (SD), com 5,4%. Os deputados estaduais Ney Leprevost (PSD) Tadeu Veneri (PT) aparecem com 5,9% e 4,2% da preferência dos eleitores, respectivamente. Bernardo Pilotto (Psol) e Wilson Picler (PEN) também foram apontados por 0,7% dos entrevistados, cada um.

Rejeição ao PT em Curitiba é de 60% e ao PSDB chega a 35%

O Instituto Paraná Pesquisas também mediu a rejeição dos eleitores curitibanos a três partidos políticos: PT, PSDB e PMDB. Conforme o levantamento, o partido da presidente Dilma Rousseff, que faz parte da base de apoio do prefeito Gustavo Fruet (PDT), é o que tem a imagem mais negativa em Curitiba: 60% dos entrevistados afirmaram que não votariam em um candidato
do PT.

Em seguida, aparece o PSDB, do governador Beto Richa. Para quase 35% dos pesquisados, o simples fato de alguém pertencer ao partido seria um empecilho para votar num possível candidato tucano à prefeitura.

Já o PMDB é a sigla mais neutra: 22% dos eleitores disseram que não votariam em um postulante à prefeitura que pertencesse à legenda.

Para os especialistas consultados pela reportagem, a rejeição dos curitibanos ao PT é esperada, considerando o histórico de votações no partido na cidade. “A legenda nunca foi muito bem votada e, agora, com a rejeição crescente à presidente Dilma, a situação fica ainda pior”, avalia o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

O cientista político da UFPR Leonardo Rocha considera surpreendente o índice negativo apresentado pelo PSDB no levantamento. “Sempre foi um partido bem votado em todo o estado e agora aparece mal, o que pode ser reflexo direto da avaliação ao governador”, diz.

Candidato do PMDB

O Instituto Paraná Pesquisas também avaliou o grau de popularidade dos possíveis candidatos do PMDB à prefeitura de Curitiba. No levantamento, o deputado estadual Requião Filho é o mais lembrado pelos entrevistados, seguido pelo ex-prefeito Rafael Greca, pelo deputado estadual Stephanes Junior e por Rodrigo Rocha Loures.

Para o cientista político, o bom posicionamento de Requião Filho reflete seu destaque como oposicionista na Assembleia Legislativa, além da influência da imagem do pai, o senador Roberto Requião (PMDB). “Ele era desconhecido da maioria, mas assumiu uma postura de oposição como deputado, se destacando diante da baixa popularidade do governador”, diz Rocha.

Veja todos os resultados da pesquisa

Apesar de ter mantido a posição de liderança, Ratinho não oscilou muito em relação ao último levantamento feito pelo Paraná Pesquisas e manteve a queda em comparação com a pesquisa realizada em dezembro do ano passado, quando ele aparecia com 38% das intenções de voto. Já Gustavo Fruet variou dentro da margem de erro nos três levantamentos, assim como Requião Filho e Luciano Ducci.

O cientista político da UFPR Leonardo Rocha diz que a pesquisa aponta um leve declínio de candidatos ligados ao governador Beto Richa (PSDB), como Ratinho e Francischini, e ascensão da oposição, com Requião e Veneri. “É um cenário prévio, ainda com muitos nomes, e mostra uma ligação da disputa municipal com a desaprovação do eleitorado ao governo estadual, o que deve influenciar diretamente na campanha pela prefeitura”, destaca.

Além do cenário estadual, segundo Rocha, a condução dos governos municipal e federal também deve interferir na próxima eleição à prefeitura. “O prefeito está envolto em uma gestão turbulenta, com problemas com a base aliada e com o PT , que também possui hoje uma imagem negativa, devido aos problemas econômicos e as denúncias de corrupção”, diz o cientista político.

De acordo com o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, apesar de ainda faltar quase um ano para o início da corrida eleitoral, o atual prefeito necessita de um ritmo de crescimento maior nas pesquisas para despontar como candidato viável. “O tempo está passando e o prefeito está reagindo devagar, enquanto isso outros nomes vão aparecendo”, afirma Hidalgo.

Apesar de se tratar de um cenário prévio, os especialistas apontam que, assim como em 2012, a próxima eleição municipal deve ter componentes de imprevisibilidade. Eles observam que nem todos os nomes da lista devem ser candidatos, fator que deve “embolar o meio de campo”. Sem Ratinho no páreo, por exemplo, Fruet, Ducci e Requião aparecem empatados.

Espontânea

Já na abordagem espontânea – quando os pesquisados não recebem uma lista prévia de nomes – Fruet aparece como melhor colocado, com 5,7% das intenções de voto. “Ratinho Jr. aparece pior porque ainda possui uma rejeição grande no eleitorado conservador de Curitiba”, destaca Leonardo Rocha. Nessa abordagem, o secretário estadual aparece com 4% da preferência dos eleitores.

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