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O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse na sexta-feira (16) que há "uma ofensiva de boa parte da imprensa" contra o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. A afirmação foi feita para cerca de 150 participantes de uma audiência pública sobre o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), promovida pela Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Sem especificar em que meios vê a "ofensiva", Tarso deu a entender que acredita que a imprensa mudou sua postura à medida em que as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal atingiram setores da elite econômica do Brasil. O ministro afirmou que, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando os inquéritos investigavam integrantes do PT, "também num trabalho sério", não havia críticas à "espetacularização e a ações persecutórias por escuta telefônica". Naquela época, acredita o ministro, havia "uma espécie de incensamento um pouco exagerado às ações".

Na avaliação de Tarso, num segundo momento do governo Lula, depois de ser reequipada, a Polícia Federal passou a trabalhar de maneira "isenta", sem obedecer a critérios políticos, de classe ou funcionais. "Essa neutralidade talvez incomode um pouco e confunda os observadores", reiterou o ministro, para quem a imprensa pode estar fazendo "um trabalho de despotencialização de um braço policial do Estado, que adquiriu uma nova dimensão republicana". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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