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Câmara Federal

Temer cobra vaga de vice na chapa de Dilma

Carta empresarial: Temer, Rocha Loures e Orlando Pessuti,  em encontro na Fiep | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Carta empresarial: Temer, Rocha Loures e Orlando Pessuti, em encontro na Fiep (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

São Paulo - O presidente da Câmara dos De­putados, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou ontem que, caso a convenção nacional de seu partido – que será realizada no ano que vem – defina apoio ao nome do governo federal para a sucessão em 2010 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice em uma eventual chapa mista deveria ser do PMDB. "O PMDB tem de ter participação na chapa em uma eventual aliança com o candidato do governo. Não tenho dúvida disso", cobrou Temer. "Claro que não se sabe se o PMDB terá candidato ou não. Mas em uma aliança natural, com o PMDB apoiando (o governo), o vice tem de ser do partido", frisou.

Perguntado sobre se ele seria um bom nome para uma eventual chapa PT-PMDB encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente da Câmara respondeu com bom humor: "Não existe candidato a vice, pois ser vice é uma circunstância. Participará da chapa aquele que melhor adicionar votos e prestígio ao candidato à Pre­­sidência da República", co­­mentou.

Temer também ressaltou que o PMDB tem uma "vinculação muito grande com o governo federal" e a tendência inicial é que o partido acompanhe o candidato governamental nas eleições de outubro do ano que vem. O presidente da Câmara ainda destacou que é provável que tal apoio venha a ocorrer. Porém, enfatizou que a decisão só será definida na convenção nacional da sigla no próximo ano.

Para o peemedebista, a possível entrada da senadora Marina Silva (PT-AC) na disputa presidencial pelo PV é "um fato significativo". "É um nome respeitável. Ela entra com uma expectativa muito favorável", afirmou.

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