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crise política

Temer diz a investidores que manteria Levy se fosse presidente da República

Os gestores também questionaram se o PMDB teria candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018. “Eu disse que sim”, falou mais tarde Temer

    • Estadão Conteúdo
    • 21/07/2015 18:36
    Ainda na apresentação, Temer foi questionando sobre os problemas no Congresso e o rompimento de Eduardo Cunha com o governo | UESLEI MARCELINO/REUTERS
    Ainda na apresentação, Temer foi questionando sobre os problemas no Congresso e o rompimento de Eduardo Cunha com o governo| Foto: UESLEI MARCELINO/REUTERS

    O vice-presidente do República, Michel Temer, disse a investidores em uma palestra em Nova York na tarde desta terça-feira, 21, que se fosse o presidente, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, seria seu ministro. Ao dar esta declaração, Temer foi aplaudido pelos presentes, que incluíam gestores de grandes fundos e instituições financeiras internacionais, como a Pimco, Nomura, AllianceBernstein, Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan, MetLife e Oppenheimer.

    Após a reunião, Temer confirmou aos jornalistas o que disse sobre Levy no encontro, que foi fechado à imprensa. “Eles perguntaram o que eu faria se eu fosse o presidente. Disse que manteria o Levy, claro, eles está fazendo um belo trabalho”, afirmou Temer.

    Os gestores também questionaram se o PMDB teria candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018. “Eu disse que sim”, falou mais tarde Temer aos jornalistas, evitando comentar se ele seria o candidato. “Faltam no mínimo três anos.”

    Ainda na apresentação, Temer foi questionando sobre os problemas no Congresso e o rompimento de Eduardo Cunha com o governo. “Acho que conseguimos dar resposta satisfatória e uma mensagem de otimismo”, afirmou Temer na entrevista quando questionado sobre o teor de sua apresentação aos investidores. “Me surpreendi não só pela presença, mas pela audiência e pelo interesse”, disse Temer.

    Temer ressaltou ainda que “desde o primeiro momento foi um grande desafio” assumir a coordenação política do governo, especialmente em um momento que medidas impopulares do ajuste fiscal seriam apresentadas ao Congresso. “Mas vai indo bem. Eu tenho jogado água na fogueira, como digo sempre.”

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