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O vice-presidente, Michel Temer, disse nesta segunda-feira (30) a ministros que participaram de uma reunião sobre conflitos fundiários que os atritos com o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, estão "superados", segundo informou uma fonte do governo.

Durante os debates do Código Florestal na Câmara, o PMDB votou contra a orientação do governo. No dia da votação, na última terça (24), Palocci conversou com Temer em nome da presidente Dilma Rousseff e teria ameçado de demissão os ministros peemedebistas, conforme informou Cristiana Lôbo.

Segundo a fonte do governo ouvida pelo G1, no mesmo dia Palocci pediu desculpas ao vice-presidente pelo tom da conversa.

Na reunião desta segunda com os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho; da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário; e do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, Temer afirmou, de acordo com a fonte do governo, que o mal estar ficou "no passado."Encontro

Nesta manhã, antes de embarcar para o Uruguai, Dilma teve um rápido encontro com Temer na Base Aérea de Brasília. O encontro seria uma tentativa de recompor a relação política entre PT e PMDB, estremecida com a aprovação do texto do Código Florestal na Câmara, que incluiu uma emenda do PMDB autorizando estados a regulamentar plantio em área de preservação permanente (APP).

Segundo a assessoria da Vice-presidência, Temer e Dilma conversaram apenas sobre os conflitos fundiários na região amazônica.

Nesta terça-feira (31), Dilma e Temer deverão ter novo encontro e, na quarta (1), a presidente receberá senadores do PMDB.

Na última quarta (25), um dia após a aprovação do Código Florestal, o ministro Gilberto Carvalho negou que houvesse crise e disse que a relação entre PT e PMDB é como um "casamento".

"Não é lua de mel, é casamento para sempre. Tem crises. É um casamento nesse sentido. A relação tem que ser cultivada sempre. Tem crises, momentos de muito encontro, momentos de desencontros. O importante é ter maturidade e perseverar no trabalho", afirmou.

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