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O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli votou em menos de um minuto e absolveu o seu ex-chefe na Casa Civil, o ex-ministro José Dirceu, e mais 12 réus acusados de formação de quadrilha no processo do mensalão. Toffoli disse trazer um voto escrito, pediu a juntada ao processo e manifestou-se pela improcedência, em tempo recorde no processo.

Esta é a segunda vez que Toffoli vota por absolver Dirceu. Antes ele já tinha livrado o ex-chefe da acusação de corrupção ativa, mas o ex-ministro acabou condenado por oito dos dez ministros do Supremo. Naquela ocasião, o ministro destacou que Dirceu estaria sendo acusado apenas por ocupar a chefia da Casa Civil na época dos fatos.

A participação do ministro Toffoli foi questionada antes do julgamento. Além do trabalho direto com Dirceu na Casa Civil, o ministro do Supremo Tribunal Federal foi advogado do PT quando o réu número um do mensalão presidia o partido. Gerou questionamento também o fato de sua namorada, Roberta Rangel, ter advogado para dois outros réus, os ex-deputados Professor Luizinho e Paulo Rocha, ambos petistas. Toffoli ignorou qualquer impedimento e participou normalmente do processo. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não pediu sua suspeição e justificou que isso poderia atrasar o julgamento.

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