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Peritos da Polícia Civil fizeram, nesta quarta-feira, a reconstituição da morte da menina Alana Ezequiel, vítima de uma bala perdida no Morro dos Macacos, em Vila Isabel. Antes do início do trabalho, traficantes atiraram na direção dos policiais.

Catorze homens da Coordenadoria de Recursos Especiais, a Core, foram convocados para dar apoio aos peritos, que tentam esclarecer as circunstâncias em que Alana foi morta.

A adolescente morreu na manhã do dia 5 de março, durante um confronto entre traficantes e policiais militares, no Morro dos Macacos, Zona Norte do Rio. Alana tinha saído para levar a irmã mais nova na creche e foi atingida no tórax. A mãe da jovem, a diarista Edna Ezequiel, ficou desesperada ao receber a notícia da morte da filha. Edna participou da reconstituição nesta quarta.

A perícia feita pelo Instituto Médico Legal no corpo da jovem não encontrou vestígios nem fragmentos da bala, o que dificultou a identificação de onde teria partido o tiro. A polícia ouviu testemunhas que socorreram a vítima. O objetivo da reconstituição do crime é identificar exatamente onde estava a adolescente e tentar confirmar a trajetória da bala.

A Polícia Militar levou para a favela um carro blindado, que teria sido atacado pelos bandidos no dia 5 de março. Alana teria ficado no meio do fogo cruzado. Os PMs que estavam dentro do blindado contam que a operação policial já havia terminado quando a menina foi morta e negam ter feito qualquer disparo.

A operação no Morro dos Macacos nesta quarta reuniu também 50 PMs. Com a chegada dos policiais na favela, houve novo tiroteio. Segundo a Polícia Militar, não houve feridos.

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