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Sequestro simulado

Vereadora reaparece, mas explicações não convencem

Ana Maria: vereadora enfrentará CPI na Câmara | Diário dos Campos
Ana Maria: vereadora enfrentará CPI na Câmara (Foto: Diário dos Campos)

Acusada de simular o próprio sequestro, a vereadora de Ponta Grossa (Campos Gerais) Ana Maria de Holleben (PT) falou pela primeira vez sobre o caso nesta semana a dois veículos da imprensa local. No entanto, a versão de que ela não se lembra do que ocorreu no dia do sumiço e que está enfrentando problemas psicológicos não convenceu os colegas do Legislativo.

O presidente da Câmara, Aliel Machado (PCdoB), frisa que não está fazendo um prejulgamento da colega, mas acredita que houve contradições na fala da vereadora em sua primeira declaração após o episódio do autossequestro. "Ela disse que não se lembra de nada, mas 45 minutos depois do desaparecimento ela ligou para o filho dizendo que estava tudo bem." O vice-presidente do PT em Ponta Grossa, Edmilson Pereira Dias, segue a mesma linha. "A justificativa que ela deu não está convencendo."

Machado afirmou que a Casa vai garantir todo o direito de defesa de Ana Maria e que os integrantes da CPI que investigará o caso terão autonomia para trabalhar "sem interferência política". A vereadora enfrentará uma CPI que vai apurar a falta de decoro e uma sindicância que analisa a cassação do seu mandato.

Presidente do PT em Ponta Grossa, o deputado estadual Péricles de Mello, que também é primo de Ana Maria, disse que o partido só vai se pronunciar após a conclusão da investigação do caso na Comissão de Ética da legenda – o parecer deve sair até 9 de março. "Vamos analisar o inquérito policial e as matérias que saí­­ram na imprensa, além do depoimento de todos os envolvidos", acrescenta.

Tratamento

Após falar com dois jornais de Ponta Grossa, a vereadora teria saído da cidade para passar por um tratamento médico, conforme informação de familiares e do advogado da vereadora, Fernando Madureira. Ele confirmou que Ana Maria se pronunciará na sessão ordinária do próximo dia 18 na Câmara. Também neste dia serão definidos os vereadores que irão compor a CPI e a sindicância. Em entrevista, a vereadora afirmou que seria "covarde" se renunciasse ao mandato com dois processos pendentes. Ela, que foi eleita com 2.084 votos, está no terceiro mandato.

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