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Goiás

Vilma Martins, seqüestradora de Pedrinho, é internada com pressão alta

Vilma Martins, condenada a 15 anos de prisão pelo seqüestro de dois bebês, foi internada no Hospital de Urgências de Goiânia com pressão alta. A medida atende a determinação da Justiça de Goiás, que decidiu que ela só pode receber assistência em hospital público. Há quatro dias, Vilma tinha voltado à cadeia para cumprir pena em regime fechado. No ano de regime aberto, ela apresentou 18 atestados médicos particulares para se ausentar da prisão.

Sob protestos de parentes, briga e muita confusão, Vilma foi removida, no início da semana, do Hospital São Bernardo, onde estava internada desde o dia 1º, para uma enfermaria da Casa de Prisão Provisória (CPP) dentro do Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia, onde atualmente estão 3.500 presos.

Vilma deixou o hospital em cadeira de rodas. Ela sofre de hipertensão e diabetes e alegou motivos de saúde para não voltar à prisão semi-aberta, depois do indulto de Natal.

No último domingo, uma vistoria feita pela Secretaria de Justiça no quarto do hospital encontrou doces, biscoitos e churrasco. Remédios, que deveriam ser ingeridos pela detenta, estavam jogados no lixo. A direção do hospital afirmou que Vilma estava recebendo apenas alimentos recomendados pelos médicos e que os doces seriam de acompanhantes dela.

Em abril de 1979, Vilma seqüestrou, numa maternidade em Goiânia, o bebê Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, que registrou como se fosse sua filha, dando à menina o nome de Roberta Jamilly Martins Borges. Em 1986, ela tirou do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, o recém-nascido Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, rebatizado por ela como Osvaldo Martins Borges Filho.

Os crimes de Vilma começaram a ser desvendados em novembro de 2002, quando a estudante Gabriela Borges ligou para o SOS Criança do Distrito Federal e contou que o garoto criado por seu avô como Osvaldo Júnior poderia ser Pedrinho.

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