A pobreza, a violência e o comércio de drogas em Curitiba andam juntas. Os bairros que registram o maior número de mortes violentas e o maior número de apreensões de drogas são aqueles onde a renda média das famílias é das menores de toda a capital. As regiões mais ricas da capital, que são alvo de furtos e roubos, ao menos não registram casos de mortes violentas. Mas o quadro geral é desolador: 43 mil famílias de Curitiba (dado de 2000) viviam na pobreza, isto é, tinham menos de meio salário mínimo de renda mensal. Quais as propostas do candidato para diminuir os índices de violência, pobreza, tráfico e consumo de drogas em Curitiba?
BETO RICHA (PSDB)
a) Segurança Cidadã
Implantar o policiamento comunitário através da Guarda Municipal e com o apoio das polícias Civil e Militar. Priorizar 9 áreas da capital no primeiro ano. O cidadão passará a conhecer o guarda do seu bairro e este a compreender a dinâmica dos moradores e identificar problemas relativos à segurança, solicitações de melhorias e situações de risco à violência. Os guardas receberão capacitação especial para esta função. A estratégia de implantação da Segurança Cidadã será vinculada ao Programa Nossa Vizinhança.
b) Efetivo da Guarda Municipal
Dar seqüência à política de ampliação do efetivo da Guarda Municipal.
c) Equipamentos da Guarda Municipal
Ampliar a frota da Guarda Municipal, adquirindo 52 novos veículos, motocicletas e bicicletas, bem como demais equipamentos para o exercício de suas funções.
d) Centrais setorizadas de monitoramento eletrônico por câmeras
Instalar centrais de monitoramento para operação em Convênio com o Estado (Polícia Militar). Atender às ruas com grande volume de comércio e áreas conflagradas. A Guarda Municipal e outros órgãos da Prefeitura atuarão em conjunto nas Centrais (fiscalização, Diretran e outros), que serão instaladas nas nove Regionais da cidade.
e) Módulos da Guarda Municipal
Implantar um Módulo da Guarda Municipal no Bairro Novo, melhorar as instalações dos Módulos dos Parques Tingüi e Atuba e do Zoológico, elevando seu número para o total de 15.
f) Consultoria e assessoria a condomínios
Capacitar síndicos, porteiros, seguranças e funcionários de condomínios sobre procedimentos de segurança de pessoas, veículos e instalações físicas dos edifícios. Intermediar junto a empresas particulares para a integração dos diversos sistemas de segurança já existentes. Estabelecer contato com os Conselhos Comunitários de Segurança para levantamento das necessidades. Confeccionar materiais educativos.
g) Ações sociopreventivas nos bairros de maior índice de óbitos por causas externas
Desenvolver ações sociopreventivas direcionadas à população jovem em conflito com a lei ou potencialmente praticante de delitos. Oferecer atividades culturais, esportivas, de lazer, informativas, para despertar o sentimento de pertencimento e de co-responsabilidade no controle das diferentes manifestações de violência.
h) Projeto Cidadão em Guarda
Ampliar o programa da Guarda Mirim e promover a integração entre pais e filhos, capacitando os pais a respeito dos assuntos diretamente ligados à instrução dada na Guarda Municipal Mirim, hoje implantada em 30 escolas municipais. Integrar a família como incentivo à transformação do contexto social da região em que vive.
i) Rede de Colaboração Curitibana e Metropolitana de Prevenção e Combate às Drogas
Ampliar a Rede de Colaboração Curitibana e Metropolitana, composta por voluntários, líderes ecumênicos, funcionários públicos, líderes sindicais, classistas, tutelares, comunitários de segurança e de associações de bairros, capacitados em temas de prevenção à violência, habilitando-os como multiplicadores deste conhecimento em sua comunidade.
j) Programa Bola Cheia
Ampliar o Programa Bola Cheia de abertura de quadras esportivas em escolas no período noturno, com prática orientada para jovens em situação de risco, como solução prática para o combate à criminalidade e ao uso de drogas, buscando resgatar a cidadania e promover a inclusão social dos mesmos. Em 2009 implantar o programa, em cada Regional da cidade, com atendimento de 300 jovens em cada local.
l) Programa Poty
Ofertar aos jovens conhecimentos em web design e orientação para cidadania, para que possam desenvolver suas habilidades artísticas e ao mesmo tempo estabelecer novos padrões de sociabilidade, realização, valorização pessoal e geração de renda, para prevenção da criminalidade infanto-juvenil, principalmente na pichação e depredação do patrimônio público (formar 500 jovens por Regional por ano).
m) Programa de Moradia e Urbanismo
Atuação integrada da Secretaria Municipal de Defesa Social com CohabHabitação, FASAção Social, FCCCultura, SMELEsporte e Lazer, SMSSaúde e SMEEducação, nos projetos de reassentamento e regularização fundiária, que visam modificar as condições de vida das famílias envolvidas e protegê-las de fatores de risco para a violência.
n) Rede Solidária para o Morador de Rua
Articular ações intersetoriais e em parceria com entidades sociais com o objetivo de reintegrar o morador de rua, atuando tanto na prevenção como no atendimento especializado.
o) Centros de Referência da Assistência Social - CRAS
Construir 3 novos Centros de Referência da Assistência Social na Vila Audi-União e Parque Nacional na Regional Cajuru e Unidos do Umbará no Bairro Novo, ampliando a rede de 28 para 31. O CRAS é uma unidade de atendimento social descentralizada que executa serviços de proteção social básica, organiza e coordena a rede socioassistencial localizada em sua área de abrangência.
p) Centros de Referência Especializados da Assistência Social CREAS
Implantar junto às sedes Regionais da Fundação de Ação Social os Centros de Referência Especializado da Assistência Social, que são unidades de atendimento para intervenção em situações de maior complexidade.
q) Capacitação Profissional para População Socialmente Vulnerável
Priorizar a capacitação da população jovem de 16 a 29 anos nos Liceus de Ofício e congêneres (27 oficiais e 6 conveniados), propiciando seu primeiro emprego ou sua inserção produtiva. Os jovens com alta vulnerabilidade social receberão vale-transporte e material para os cursos, que serão dirigidos para as vagas de emprego disponíveis no mercado.
r) Programa Menor Aprendiz
Ampliar em 100% a capacidade do Programa passando de 1.400 a 2.800 jovens atendidos em 4 anos. Celebrar acordos com as empresas contratadas pela Prefeitura para que, cumprindo a Lei da Aprendizagem, absorvam um maior número de jovens como aprendizes.
s) Rede de Armazéns da Família
Implantar 4 novos Armazéns, no Tatuquara, Guaíra / Lindóia, Osternack e Umbará, ampliando o atendimento para mais 32.000 famílias. t) Restaurantes Populares
Ampliar o atendimento à população de baixa renda de bairros densamente povoados, com oferta de alimentação saudável. Implantar 4 novos restaurantes populares, em parceria com entidades sociais, nas Regionais do Pinheirinho, CIC, Boqueirão e Bairro Novo, com o fornecimento de 6.000 refeições por dia no total.
GLEISI HOFFMANN (PT)
A redução da violência, pobreza e consumo de drogas depende da prioridade do poder público no cuidado com as pessoas. Estou insistindo nesse ponto desde o começo da campanha, pois esses são problemas relacionados diretamente ao desenvolvimento humano na nossa sociedade. A pessoa tem de ser o centro das políticas públicas.
Um bom exemplo disso é a relação do governo Lula com Curitiba. Hoje, 31 mil famílias da nossa cidade estão inscritas no programa Bolsa Família. Só que a atual administração não fez nada para que essas famílias tenham condições de ter a própria renda. As metas de nossas propostas são as de inserir todas as famílias do Bolsa Família em programas de qualificação profissional e geração de renda; tirar as crianças da rua e erradicar o trabalho infantil; reduzir situações de violência intra-familiar; e atender ao idosos e às pessoas com deficiência com qualidade.
Para isso pensamos nas seguintes idéias:
Rede de Proteção à Família
Formar uma Rede de Proteção, a partir dos Cras (Centro de Referência de Assistência Social), para acompanhar e atender a todas as necessidades da família, integrando serviços públicos, equipamentos municipais, organizações da sociedade civil e religiosa, por região do município.
Nesses espaços as pessoas serão acolhidas, ouvidas, encaminhadas e atendidas, sempre visando o fortalecimento familiar e o vínculo entre as pessoas. Nesses espaços estarão disponíveis orientação jurídica, psicológica, familiar; busca ativa das pessoas para encaminhar documentação e inserção em benefícios sociais (Bolsa Família, BPC, aposentadoria); atendimento especializado aos idosos (centros-dia e atividades lúdicas) e pessoas com deficiência (ampliando rede de atendimento para os maiores de 18 anos); incentivo à economia solidária; apoio e atendimento nas situações de violência intra-familiar, abandono, discriminação e situação de rua.
Centro Municipal de Desintoxicação
Curitiba não oferece hoje o atendimento público para os dependentes químicos. As famílias mais pobres não têm onde recuperar as pessoas viciadas em drogas. Além do atendimento no sistema de saúde municipal, vamos estabelecer convênios com instituições que já fazem este trabalho, como as igrejas e clínicas. Criar o Centro Municipal de Desintoxicação para pequenos internamentos e tratamentos de crises.
Guarda Comunitária
A transformação da Guarda Municipal em Guarda Comunitária colocará a Guarda mais próxima da comunidade, que passará a atuar no apoio das ações de segurança e de orientação às famílias. A Guarda Comunitária vai cuidar de gente e não só de prédios.
Atendimento aos Idosos
Valorizar a experiência da pessoa idosa para ensinar às novas gerações. Vamos articular grupos de idosos que se disponham a repassar conhecimento e vivências para jovens e adolescentes, com ensinamentos nas áreas de bordado, tricô e crochê, culinária, ofícios manuais, contadores de histórias, jardinagem e produção de chás e remédios caseiros, entre outras oficinas.
Ofertar cursos de cuidadores de idosos.
Implantar Centros-Dia para idosos e pessoas com deficiência acima de 18 anos para atendimento social e de saúde.
Assistência social
Dar apoio social, psicológico e jurídico nas situações de violação de direitos como violência intra-familiar, discriminação, trabalho infantil e situação de rua.
Reordenar o sistema de abrigamento, investindo na adequação física dos abrigos, na qualidade dos serviços e na garantia de convivência familiar e comunitária. Aumentar o número de abrigos. Existem 46 abrigos conveniados e 11 oficiais, conforme dados organizados pelo IPPUC.
Aprimorar o Cadastro Único (deve ser referência para todas as políticas).
Garantir o acesso aos Bancos de Alimentos: aumentar a compra direta do agricultor familiar. Uso dos produtos dos agricultores familiares, na merenda escolar, no espaço da família, na rede municipal de saúde, entre outros.
Aumentar o número de restaurantes populares para nove.
Fortalecer os Conselhos Municipais (saúde, assistência social, educação, cidade, entre outros), acatar as deliberações.
Criar os centros de Referência da Mulher e casas abrigo para mulheres vítimas de violência em todas as regionais.
CARLOS MOREIRA (PMDB)
A violência urbana em Curitiba e a sensação de insegurança crescem rapidamente. Hoje, mais de 80% da população curitibana considera a segurança da cidade ruim, péssima ou regular. A capital paranaense é a mais violenta da Região Sul e a sétima do Brasil, com 44,7 assassinatos por cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008.
A prefeitura não tem um programa efetivo de segurança pública que integre as várias entidades e os vários agentes Samu, Copel, Guarda Municipal, Polícia Militar, Sanepar, Diretran, FAS, Corpo de Bombeiros em ações conjuntas. Com isso, há desperdício de recursos financeiros e humanos, em virtude da falta de coordenação geral de emergências. Também não há integração de informações, ações e atendimento a emergências de Curitiba com os demais municípios da Região Metropolitana.
Apesar de ser uma área de responsabilidade dos governos estadual e federal, a segurança pública também é atribuição da prefeitura de uma cidade, que pode desenvolver muitas atividades, projetos e ações para ajudar na solução do grave problema da violência no Brasil. Nesse sentido, é necessário procurar a diminuição dos conflitos urbanos.
A segurança pública é, sobretudo, uma questão social. Não basta apenas policiamento nas ruas, é importante melhorar o desenvolvimento humano e econômico na cidade, principalmente na periferia. Para fazer isto acontecer, nossa proposta é criar os Centros de Bairro, com mais agências de banco, dos Correios e demais serviços. Além de desenvolver a região, esses centros vão facilitar a vida da população, permitindo que as pessoas façam compras ou paguem contas perto de casa, não sendo necessário o deslocamento ao centro, o que vai ajudar a diminuir o problema do trânsito na cidade. Além disso, é preciso dar mais oportunidades de formação, educação e trabalho à população, especialmente aos jovens. Para esses, vamos criar nove centros especiais em bairros estratégicos de Curitiba Tatuquara, Sitio Cercado, Umbará, CIC, Pilarzinho, Barreirinha, Santa Cândida, Bairro Alto e Uberaba , que serão construídos em áreas próximas aos terminais e Ruas da Cidadania. Os Centros de Convívio Jovem serão multiusos e funcionarão durante todo o dia até a noite, com ginásio, auditório, lan house, pista de skate e rapel, oferecendo diversas atividades de cultura e lazer, além de cursos profissionalizantes.
Vamos investir no ensino técnico (cursos de informática, contabilidade, administração, entre outros), principalmente para os jovens, capacitando-os para brigar por mais oportunidades no mercado de trabalho. Com atividades o dia inteiro, com perspectivas de emprego e de futuro, o jovem não ficará tentado a entrar no tráfico de drogas para conseguir recursos e garantir seu sustento e o de sua família.
Também vamos diminuir a violência urbana com a criação da Central de Inteligência da Defesa Civil Metropolitana, uma parceria entre a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil. Esse trabalho conjunto irá integrar as ações de todos os órgãos do município e do estado, visando o pronto atendimento de ocorrências emergenciais, criando um banco de dados para inteligência das ações de planejamento, que será usado não só para emergências, mas para qualquer ato de violência; e atuar preventivamente nos bairros, através de campanhas de sensibilização, procurando um maior contato com moradores para prever e atender pontos de possível conflito, propícios a práticas criminosas. Vamos investir na melhora da iluminação pública para ajudar nesse trabalho.
Será implantado um fluxo integrado de dados, informações e operações, baseado em soluções tecnológicas e em um modelo inovador de organização e funcionamento. Será criada uma sala de situação, triagem e decisões para atendimentos emergenciais e haverá unificação das chamadas de emergência em um único número de telefone.
Vamos implantar o projeto Conheça Seu Bairro, promovendo eventos de integração da população de cada bairro para ampliar o conhecimento interpessoal e a segurança; criando os Conselhos de Segurança Comunitários em cada um dos 75 bairros de Curitiba, com participação de associações empresariais, igrejas, dirigentes escolares, clubes e associações de moradores.
A Guarda Municipal será treinada e capacitada para realizar atendimentos de emergências e orientar o cidadão curitibano. A intenção é tornar a GM um ponto de referência para a população, que poderá procurá-la para resolver questões ou receber encaminhamento de emergências. Caberá à GM sensibilizar a população para a importância de reportar crimes e fazer boletins de ocorrência, visando um melhor mapeamento das áreas de crime e possibilitando um planejamento mais coerente e eficiente da violência em Curitiba.
Vamos criar, ainda, uma rede de segurança inteligente, com a instalação de câmeras nas ruas, o que dará maior segurança às pessoas. As câmeras que hoje são utilizadas apenas para multar o motorista também serão utilizadas no monitoramento das principais ruas da capital.
FABIO CAMARGO (PTB)
A situação da segurança pública de Curitiba é caótica. Os bairros mais afastados, juntamente com os municípios da região metropolitana, estão carentes de policiamento e são vítimas do tráfico de drogas, que faz as leis nessas localidades.
A violência está tomando conta dos bairros e o prefeito não pode se isentar de responsabilidade. O poder público municipal tem a obrigação de promover ações localizadas de repressão e vigilância, bem como ações complementares, conjugando iniciativas de esporte, lazer, educação e geração de emprego junto aos jovens. O cidadão não quer saber se a segurança é atribuição do governo estadual, federal ou municipal. Ele quer apenas que alguém faça alguma coisa para acabar com a escalada da violência.
Se eleito, vou atuar nas questões emergenciais e também planejar ações de médio e longo prazo, visando ao futuro dos nossos filhos e netos.
Imediatamente vamos promover a integração da Guarda Municipal com a Polícia Militar e Civil, construindo módulos municipais que serão ocupados pelas três corporações nos bairros onde os índices de violência são mais alarmantes, em especial na região sul da cidade.
A Guarda Municipal, que conta com 1.660 integrantes atualmente, tem efetivo suficiente para atuar nos bairros e defender o maior patrimônio de uma cidade: o seu cidadão. Só para efeito de comparação, a Polícia Civil tem 1.900 investigadores para atender todo o estado do Paraná.
E aumentaremos ainda mais o efetivo da nossa força municipal, transferindo os 500 agentes de trânsito do Diretran para a Guarda Municipal. Eles receberão treinamento de segurança e defesa pessoal e atuarão na vigilância preventiva e não mais somente na aplicação de multas como acontece atualmente.
Outra iniciativa diz respeito à instalação de câmeras de vigilância nos locais mais críticos dos bairros e não exclusivamente nos pontos centrais de Curitiba. Além disso, queremos a presença permanente da Guarda Municipal nos bairros. E os Guardas Municipais que moram nesses bairros serão líderes presentes na vizinhança, contribuindo para a diminuição dos índices de criminalidade.
O secretário de Defesa Social será oriundo da Guarda Municipal e não mais da Polícia Militar como acontece até hoje. Com 20 anos de experiência, a Guarda Municipal já formou profissionais altamente capacitados e que entendem da Guarda Municipal melhor do que ninguém.
Capacitaremos os agentes aumentando a carga horária do treinamento prático e criaremos a Academia da Guarda Municipal para melhorar a formação dos agentes. Atualmente a formação é feita sob convênio com a Polícia Civil, o que não é adequado. Queremos uma academia de verdade, com mais treinamento prático e menos teórico. Queremos agentes preparados em combate urbano, defesa pessoal e manuseio de armamento não-letal, para que não haja incidentes como os que aconteceram recentemente por causa de policiais mal preparados.
Porém, a garantia da segurança não se faz somente com a repressão, mas também com urbanização. Certamente que o policiamento ostensivo é indispensável, mas as obras simples de urbanização e iluminação pública também contribuem para espantar os marginais para longe das pessoas de bem que vivem nos bairros.
Na minha administração, equipes da prefeitura vão lacrar os imóveis abandonados que servem de mocós e farão a limpeza de terrenos baldios usados por traficantes para esconder drogas. A instalação de 2.600 novos pontos de luz nos bairros, com os recursos oriundos da taxa de iluminação pública, também darão a sensação de segurança aos locais escuros e perigosos da periferia.
Faremos ainda obras de saneamento e pavimentação nas áreas mais afastadas de Curitiba. Os marginais gostam de lugares onde o poder público não está presente. De locais urbanizados, organizados e com bons equipamentos públicos, a bandidagem se afasta.
No centro também vamos atuar com firmeza e criatividade. Além de aumentar as rondas nas ruas centrais, procederemos com o incentivo à ocupação dos imóveis dessas regiões. Diminuiremos o IPTU de casas e apartamentos do centro cujos proprietários reformarem essas edificações e as destinarem para moradia. Uma solução simples que a prefeitura de Nova Iorque, por exemplo, executou na tão famosa e bem-sucedida Tolerância Zero.
Outra ação complementar da minha administração será tirar os jovens das ruas oferecendo a eles oportunidades de cultura, esporte e lazer. A Secretaria de Esporte e Lazer tem grande responsabilidade para investir nos jovens e tirá-los das ruas e do alcance do tráfico de drogas. Infelizmente, com o risível orçamento de 0,5% que o atual prefeito reserva às ações esportivas, fica muito difícil atingir esse objetivo. Se eleito, os aumentos no orçamento da secretaria de Esportes serão gradativos, até atingir 3% no último ano do meu mandato.
Promoveremos o Festival Municipal de Bandas Locais de Rock e Hip Hop, levando cultura aos jovens dos bairros e colaborando para que eles saiam das ruas e tenham a perspectiva de um futuro melhor por meio da música.
Também vamos construir pistas de skate e quadras cobertas nos bairros da cidade, bem como a promoção de jogos noturnos nas quadras das escolas da rede municipal.
Na questão das drogas, A FAS e a Secretaria Antidrogas terão papel fundamental na orientação dos jovens curitibanos.
Equipes integradas, com servidores das secretarias da educação, saúde, trabalho e esporte e lazer farão o credenciamento desses jovens em diversos programas da prefeitura. Eles terão acesso a informações sobre trabalho e emprego, esportes e cuidados sobre doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce e uso de drogas. Terão também acompanhamento familiar para que a sua relação com os pais, em casa, seja mais harmoniosa.
O orçamento da educação também será dirigido para as escolas de tempo integral. As crianças permanecerão na escola durante todo o dia e terão, no currículo escolar da rede municipal de ensino, informações sobre cidadania e prevenção ao uso de drogas.
RICARDO GOMYDE (PCdoB)
As questões da violência, da pobreza e das drogas são fenômenos que demandam políticas públicas integradas e de longo curso, afetam com mais força as camadas menos favorecida da população e, principalmente, os jovens.
Neste sentido, propomos um conjunto de medidas de prevenção, promoção e proteção dos setores sociais mais vulneráveis. Incrementar ao lado de medidas de compensação social mecanismos de geração de emprego e renda, favorecendo a inclusão de jovens no mercado de trabalho.
Ampliar programas nas áreas de esporte e lazer também são ferramentas importantes na prevenção e combate a criminalidade.
Consta do nosso programa de governo medidas ainda nas áreas de segurança, direitos humanos, segurança alimentar e de combate a pobreza.
Políticas integradas para a proteção social.
As políticas de assistência social serão ampliadas e integradas às demais políticas públicas, como forma de garantir a proteção social e promoção da cidadania (Benefício de Prestação Continuada, Programa de atenção integral à Família PAIF, Centro de Referência Especializado da Assistência Social CREAS e outros).
Segurança alimentar e nutricional: garantir uma alimentação saudável
*A política de segurança alimentar e nutricional visa assegurar alimentação saudável em quantidade e qualidade adequadas. Estará conectada com as políticas dos governos estadual e federal (Programa Bolsa Família, Programa de Aquisição de Alimentos e Banco de Alimentos).
*Atender de forma diferenciada às populações em áreas de risco para garantir o acesso aos alimentos básicos para quem mais necessita;
*Implementar os restaurantes populares com refeições de qualidade e a baixo custo para a reeducação alimentar.
Segurança pública e Direitos Humanos:
A política de segurança pública, na perspectiva da defesa e respeito aos direitos humanos e da educação para a paz, contará com ações combinadas com as das polícias civil, militar, corpo de bombeiros, guarda municipal e destas com o poder judiciário e Conselhos Comunitários de Segurança.
Adotar práticas administrativas para coibir a violência, como a melhoria da iluminação pública, promoção e ampliação de vigilância em locais públicos propícios a práticas criminosas;
Promover a INTEGRAÇÃO da Guarda Municipal com as forças públicas do governo do Estado, efetivada mediante a soma de esforços e a complementação de recursos, afastando-se sobreposição de atividades e dispersão de energia, por meio da conexão dos sistemas de comunicação, de planejamento, de informações;
Celebrar convênios para aperfeiçoar a Guarda Municipal nas Academias das Polícias do Paraná e Federal em Brasília;
Propor ao governo estadual um QUADRO PRÓPRIO na Polícia Militar e Civil para atuação permanente em Curitiba, que vise criar a cultura da segurança pública em nossa cidade.
Fortalecer os Conselhos Comunitários de Segurança, como espaço de organização das comunidades, reunindo associações, empresários, igrejas, escolas, clubes, com o objetivo de participarem da elaboração e realização de programas preventivos e de combate à violência e ao crime em todas as suas formas.
MAURÍCIO FURTADO (PV)
Resposta do Maurício Furtado, candidato do Partido Verde.
O Partido Verde defende que somente dando condições dignas de vida a todas as pessoas teremos uma sociedade buscando a paz entre os cidadãos. A inclusão social e uma mudança na estrutura urbana de Curitiba, que afasta a população de menor poder econômico para a periferia, devem ser prioridades. As áreas hoje denominadas de favelas por parte da população devem passar por um intenso processo de reurbanização dando aos munícipes o conforto, segurança e estrutura necessárias para que a qualidade de vida seja alcançada e não haja mais barreiras sociais em Curitiba.
O Partido Verde defende que o município deve encarar o consumo de drogas como um problema de saúde e não com a repressão hoje vista até mesmo pela Guarda Municipal. Não precisamos de uma secretaria de combate às drogas e sim uma política pública eficiente de prevenção voltado aos jovens buscando a sua inserção na sociedade.
BRUNO MEIRINHO (PSol)
A geografia da violência e da marginalidade em Curitiba acompanha a geografia da exclusão e da desigualdade. Quero dizer: onde os índices sociais são mais baixos também é justamente onde a vida é mais difícil e a violência mais alta. Isto mostra que a violência é consequência de um processo de exclusão, e uma administração coerente deve atacar as causas, e não somente as conseqüências. Se mantivermos o planejamento excludente em Curitiba, expulsando as pessoas para a periferia e mantendo grandes áreas empobrecidas, o resultado será inevitável: violência e consumo de drogas.
Por isso, nós defendemos socializar a riqueza na cidade de Curitiba, investindo nas áreas sociais e procurando elevar a qualidade de vida das pessoas. Uma cidade mais solidária, mais igualitária é também uma cidade menos violenta. É como uma família. Uma família violenta produz filhos violentos, e uma família com ambiente pacífico produz filhos mais pacíficos. Não se trata portanto de repressão, mas de melhorar as condições de vida para a população.
Nós somos contra o aumento da repressão e o armamento da guarda municipal. Em pouco tempo, este pensamento produziu mais mortes e mais violência, como temos visto no Rio de Janeiro, em que policiais despreparados assassinam crianças inocentes por erros e imprudência. Esta solução, da repressão, portanto é míope e ultrapassada. Produzir uma cidade mais justa, uma sociedade mais justa, é o caminho para termos um ambiente menos violento. Nós, sobretudo, defendemos o socialismo, e acreditamos que somente o fim do capitalismo, da desigualdade de classes e das opressões poderá trazer a paz para nossas sociedades.
LAURO RODRIGUES (PTdoB)
Creio eu que passa muito do problema pela educação e também de criação , e fácil para determinadas pessoas falarem em policiamento ostensivo mas só isso não resolve tem de se ter um programa de incentivo do jovem ao estudo e posteriormente ao primeiro emprego e a cultura como fazer isto não e simples e também não e fácil tem de se faça a linguagem popular , vamos ver se consigo passar a idéia a você .A prefeitura e quem emite o alvará? Como detentora desse poder ela pode solicitar que no projeto de um shopping ou grande mercado seja reservado um percentual de 10% ou 15% de vagas para adolescentes 13 a 19 anos dando oportunidade do primeiro emprego ou empresas de menor porte teriam desconto em impostos e claro que proporcional a seu tamanho. As escolas podem e devem funcionar em horários alternativos para pessoas do bairro com cursos de mecânico, pedreiro, padeiro , eletricista, atendeste de balcão, barbeiro, manicure, agricultura familiar e os professores podem e se possível sejam profissionais do bairro , a interação coíbe e muito a pratica de desvios de conduta , quando os moradores do bairro se respeitam os problemas se resolvem mais facilmente. E na escola que se formam bons profissionais , principalmente no jardim de infância que se da o rumo a bons cidadãos com curso como tinha antigamente nos colégios públicos municipais , lembro dos curso que recebíamos no DER eram de orientação e educação no transito era bem legal e instrutivo pois já se passaram muitos anos e me lembro das lições que tínhamos , com os policias da PM tínhamos lições de conduta na sociedade. Acho que a Secretaria Municipal Antidrogas deve atuar não só na prevenção do trafico e sim muito mais em prevenção ao usuário começando no jardim de infância pois como diz a minha nona (avó) e de pequeno que se torce o pepino!Acredito na implantação de módulos da guarda municipal em bairros com maior indexe de violência e a atuação da guarda municipal nos terminais e em ônibus e se possível o trabalho em conjunto com as policias militar e civil . O processo de urbanização de alguns bairros e de primeira urgência , pois e de saber de todos que um bairro bem iluminado com rua bem asfaltadas com uma infra estrutura e melhor e mais satisfatório voltar para casa. Na minha visão e formação acredito que o trabalho em conjunto com os demais poderes e muito salutar, quem governa um poder não pode estar atrelado aos desejos do partidos o prefeito, o governador e o presidente tem de estar mais focados no maior capital de seu governo e na minha avaliação esse capital e a população. E quando me refiro a população e todas as classes sociais, empregado, empregador, profissional liberal.



