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Rio de Janeiro

Viúva quer registrar união com milionário mesmo depois de morto

Justiça termina fase de acusação e defesa dos réus se apresenta semana que vem. Acusado de ter atirado em Renné, ex-PM vai falar pela primeira vez sobre o caso

Os advogados da viúva Adriana Almeida vão dar entrada na próxima quinta-feira (24) com uma ação que pede o reconhecimento da união estável entre ela e o milionário Renné Senna, com quem vivia há um ano. Legalmente Adriana não é casada com Renné.

"É público e notório que ela era mulher dele, tinha conta conjunta, tratava dos funcionários, mas era mulher de fato e não de direito", explica o advogado Adelson Rodrigues, que pretende esperar o resultado do pedido para questionar na Justiça a paternidade de Renata Senna, única filha do ganhador da Mega-Sena buscar, morto dia 7 de janeiro em Rio Bonito, Baixada Litorânea do Rio.

Na última terça-feira (22), a juíza Renata Gil, da 2ª Vara de Rio Bonito, terminou de ouvir as 19 testemunhas de acusação do processo que mantém a viúva e outras cinco pessoas presas acusadas de envolvimento no assassinato do ex-lavrador. Foram ouvidos parentes de Renné e de Adriana, funcionários e ex-empregados da fazenda, além do gerente do banco em que o casal mantinha uma conta conjunta e testemunhas que presenciaram o crime.

No próximo dia 31, a juíza vai começar a ouvir as testemunhas de defesa dos seis réus. Pelo menos 25 pessoas estão relacionadas para esta nova fase. As primeiras a serem ouvidas devem ser as da defesa de Adriana.

Acusado pede para dar novo depoimento

No mesmo dia, Anderson Silva de Souza, acusado de ser o autor dos disparos que mataram o milionário, vai ser reinterrogado, a pedido de seus advogados. Essa será a primeira vez que o ex-segurança dará sua versão dos fatos.

Durante a investigação policial, o ex-PM se recusou a depor e se deu ao direito de só falar em juízo. No primeiro dia de interrogatório, no entanto, ele voltou a se negar a responder as perguntas da juíza. Na ocasião, seu advogado alegou cerceamento de defesa por não poder fazer perguntas aos outros réus.

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