Em seu giro pela Europa, Temer se encontrou com o primeiro-ministro da Rússia Dmitry Medvedev. | Ria NovostiI/Reuters
Em seu giro pela Europa, Temer se encontrou com o primeiro-ministro da Rússia Dmitry Medvedev.| Foto: Ria NovostiI/Reuters

O vice-presidente Michel Temer sinalizou nesta quinta-feira (17), em viagem à Polônia, que pode se manter contrário à recriação da CPMF, mas reafirmou que só vai comentar o pacote fiscal do governo depois que ouvir o PMDB. No fim de agosto, Temer havia criticado publicamente a recriação de um tributo como o da CPMF, argumentando que não havia mais espaço para aumento da carga tributária.

Nesta quinta, três dias depois de o governo oficializar a proposta, ele foi questionado pelos jornalistas se pretende manter essa opinião. Ele então respondeu: “Vocês [jornalistas] conhecem minha posição, apenas vou ouvir o PMDB, a posição do Congresso e conversar com a presidente. Quero ajudar o Brasil”, disse, após encontro com autoridades polonesas.

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Lacônico sobre o assunto em Varsóvia, o peemedebista declarou que a aprovação das medidas no Congresso depende de “boa vontade”. “Até estou esperando chegar ao Brasil, exatamente a partir daí terei uma definição e vocês podem me procurar na segunda-feira [21]”, disse. Ele deve desembarcar nesta sexta-feira (18) em Brasília.

Temer chegou na quarta-feira (16) à capital da Polônia e tem evitado comentar ou defender a aprovação do pacote fiscal, que encontra resistência no Congresso. Ele afirmou que a cautela é importante no momento porque qualquer “meia palavra pode ter um significado equivocado”.

O vice teve compromissos com empresários e autoridades polonesas, entre elas a primeira-ministra Ewa Kopacz e o presidente Andrzej Duda. Ele desembarcou na Polônia depois de três dias de visita a Moscou, na Rússia. Uma comitiva de seis ministros, todos do PMDB, o acompanharam na viagem.

Temer foi avisado por telefone por Dilma sobre o pacote anunciado na segunda-feira (14) e estaria contrariado com alguns pontos. A principal reclamação que ele tem ouvido dos colegas de partido é a elevação da carga tributária. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarou que a proposta de recriação da CPMF, por exemplo, dificilmente será aprovada no Congresso.

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