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Estudo sobre osteoporose pode reabrir caminho à reposição de estrogênio

Diferentemente do que pensa o senso comum, a idade não seria o maior fator a desencadear a osteoporose em mulheres

A osteoporose é a doença óssea mais comum entre humanos, e atinge 200 milhões de mulheres em todo o mundo. Foto: Bigstock.A osteoporose é a doença óssea mais comum entre humanos, e atinge 200 milhões de mulheres em todo o mundo. Foto: Bigstock.

Uma pesquisa brasileira publicada em outubro no periódico Climacteric comprovou o que muitos médicos já suspeitavam: a deficiência de estrogênio é mais relevante do que a idade para determinar o fator de risco de osteoporose entre mulheres após a menopausa.

O estudo foi realizado com o prontuário de 938 mulheres atendidas no Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Todas estavam em fase de pós-menopausa e haviam feito densitometria mineral óssea – exame que mede a densidade de minerais dos ossos.

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A osteoporose é a doença óssea mais comum entre humanos, e atinge 200 milhões de mulheres em todo o mundo, de acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF). Só no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), são cerca de 10 milhões.

De acordo com o médico endocrinologista André Vianna, do Hospital Nossa Senhora das Graças, embora a pesquisa confirme uma informação amplamente conhecida – a relação entre deficiência de estrogênio e osteoporose – há dois grandes trunfos nos resultados do estudo.

O primeiro diz respeito à prática da reposição hormonal após a menopausa que, nos últimos anos, tem sido encarada com cautela pela comunidade médica. “Até uns 15 anos atrás, a reposição hormonal era uma regra. Mas em 2004, uma pesquisa associou esta prática ao risco de vários tipos câncer. Desde então, a prescrição ficou mais restrita, mas esse achado pode colocar novamente a reposição estrogênica como opção para grupos específicos”, analisa.

O segundo é a questão da comparação do peso de cada fator de risco para o desenvolvimento da doença – a idade avançada e o estrogênio.

“O que a pesquisa detectou é que a deficiência de estrogênio é um fator muito importante, enquanto a idade da paciente importa menos do que se pensava”, explica.

Fatores de risco

Apesar das conclusões da pesquisa, Vianna afirma que o grupo de risco não muda – continua sendo composto por mulheres que entram em menopausa e aquelas que já passaram por ela, principalmente se isso aconteceu precocemente.

Ele explica ainda que as mulheres são muito mais sujeitas à osteoporose do que os homens por causa da queda de estrogênio – hormônio que, entre outras funções, protege os ossos após a menopausa. Alguns dos demais fatores de risco da doença também são o tabagismo e um IMC baixo.

E se você está se questionando sobre a relação entre a gordura corporal e osteoporose, a resposta, de acordo com o especialista, está justamente no estrogênio.

O endocrinologista explica que as pessoas que têm mais gordura corporal também têm, por consequência, maior produção periférica de estrogênio, que é justamente o hormônio cuja deficiência é associada à doença.

O ortopedista do Hospital Vita, Jonas Lenzi, acrescenta ainda que, embora a doença atinja com maior frequência o público feminino, os homens com deficiências metabólicas relacionadas ao estrogênio também podem apresentar uma qualidade óssea pior.

Segundo a IOF, a osteoporose é a causadora de 20% das ocorrências de fraturas ósseas em homens acima dos 50 anos no mundo.

A prevenção é na juventude

Lenzi alerta que osteoporose é uma doença que se previne ainda na juventude, quando é formado o chamado estoque ósseo do corpo, cujo auge acontece entre os 20 e 30 anos.

Por isso, ele recomenda que, desde cedo, se adote a prática de exercícios físicos, para fortalecer e aumentar a resistência e o metabolismo ósseo.

De acordo com o especialista, investir em exercícios de resistência, evitar o tabagismo, manter estáveis os níveis de vitamina D e ter uma boa ingestão de cálcio (leites e derivados) também são medidas para garantir uma boa saúde óssea – e melhor qualidade de vida de um modo geral – após os 50 anos.

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