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Saúde e Bem-Estar

Fazer “careta” durante exercícios físicos intensos reduz duração do Botox

Fazer careta enquanto corre ou levanta peso é um dos maiores inimigos da toxina da beleza. Antibióticos e falta de zinco também entram na lista

  • PorMariana Ceccon, especial para o Viver Bem
  • 05/12/2019 10:00
Exercícios pesados trabalham contra a toxina, fazendo com que o efeito de paralisação dos músculos da face seja de duas a três vezes menor do que deveria. Foto: Bigstock.
Exercícios pesados trabalham contra a toxina, fazendo com que o efeito de paralisação dos músculos da face seja de duas a três vezes menor do que deveria. Foto: Bigstock.| Foto:

Beleza e exercício físico costumam andar de mãos dadas. Mas, quando entra no meio a toxina botulínica – popularmente conhecida por seu nome comercial, o Botox – a relação entre as duas fica estremecida.

Isso porque quem pratica exercícios de alta intensidade, como crossfit, musculação ou corrida, não costuma economizar nas caretas durante a prática, em razão do alto esforço ou força, e também experimenta uma aceleração de seu metabolismo.

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Essa combinação trabalha em oposição à toxina, fazendo com que o efeito de paralisação dos músculos da face seja de duas a três vezes menor do que deveria.

“Quando fazemos exercícios de alta intensidade apelamos para a mímica da face durante o esforço. É como se estivéssemos fazendo uma fisioterapia no músculo paralisado, forçando para que o padrão da musculatura volte mais rápido”, explica a especialista em odontologia estética, Jéssica Martins.

Na prática, quando a toxina é injetada em regiões como ao redor dos olhos, entre as sobrancelhas ou na testa, a substância atua diretamente no músculo, descontraindo o local, por meio da paralisação.

O efeito é sentido nas camas superiores, como a pele, fazendo as linhas de expressão sumires e amenizando as rugas estáticas.

“Com o tempo, os músculos vão formando vincos e passando para a pele. O Botox é usado como uma forma de prevenir que esses vincos se tornem estáticos, esticando a região”, completa a dentista.

Em condições normais, o efeito paralisante pode durar entre quatro e seis meses. Sendo necessário, então, retoques periódicos para desfrutar de todos os benefícios do produto. Cada aplicação pode custar em média R$ 1,2 mil em clínicas da capital paranaense.

O Botox não é indicado, no entanto, à pessoas alérgicas à clara de ovo, lactose, grávidas e lactantes. Também é contraindicado para quem sofre com miastenia gravis (síndrome de fadiga muscular) ou para aquele que aplicaram a vacina de tétano há menos de seis meses.

Outros redutores de efeito

Não é só o exercício intenso que pode diminuir a durabilidade do procedimento estético. Outros fatores também podem frustrar o resultado dos pacientes.

“Alguns medicamentos que atuam diretamente na placa neuro motora também podem diminuir a duração do Botox”, explica a dermatologista Caroline Schwartz Henkin.

“Os mais conhecidos são os antibióticos aminoglicosídeos [comumente utilizados em infecções urinárias, oculares e respiratórias] e alguns relaxantes musculares usados em anestesias”, acrescenta a profissional.

Pessoas que possuem algum problema para absorver e sintetizar o zinco também não vão se beneficiar do Botox.

“Cada molécula da toxina deve ser associada a uma molécula de zinco. Se a pessoa tiver um nível inadequado desse mineral, o Botox terá seu efeito significativamente diminuído”, explica a fisioterapeuta e fundadora da clínica estética Exline, Gilian Erzinger.

“Os níveis de zinco são alcançados através da ingestão de carnes, ovo, leguminosas e cereais integrais. No entanto nem todas as pessoas têm uma boa absorção. Nesses casos, é necessário uma avaliação médica e a indicação seria o uso de uma suplementação chamada Fitase, que pode aumentar em até 23,6% o tempo de duração da toxina”, explica.

Outras recomendações das profissionais para que o efeito seja o mais duradouro possível é evitar massagear o local da aplicação e não deitar ou abaixar a cabeça durante as quatro horas seguintes após a aplicação.

“Se você deitar ou manipular o local, a toxina pode se espalhar e não ficar acomodada na área necessária para estabilizar as rugas”, conclui a fisioterapeuta.

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