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8 sinais de que seu filho pode, sim, começar a sair da fralda

Pesquisa indica que crianças brasileiras param de usar fraldas mais cedo que a média, mas não adianta forçar a barra

An Adorable baby boy playing with toilet paper

São poucos meses de diferença, mas os brasileiros desfraldam os filhos mais cedo do que em outros países. Aqui, a média de controle do xixi e cocô, de dia e à noite, é de 24 meses. Nos Estados Unidos, o controle diurno chega aos 36 meses. Embora pareça um resultado positivo, o risco de desenvolver problemas de micção é maior com a precocidade.

Mais da metade das mães que a nefrologista pediátrica Denise Marques Mota atende em Pelotas, no Rio Grande do Sul, tem uma perspectiva irreal da idade “certa” para desfraldar. “Elas acham que com um ano e meio a criança não precisa mais de fralda – isso não é verdade.

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O bebê precisa de uma maturação neurológica que antes dos dois anos não tem”, explica Denise, que também é professora de Pediatria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e uma das autoras da pesquisa que indicou as diferentes idades de desfralde entre os países.

Pelo lado norte-americano, a questão financeira impacta na ida mais tardia ao vaso sanitário, visto que o preço das fraldas descartáveis lá é muito mais em conta que aqui. “Os pais não têm aquela preocupação com o gasto, nem o trabalho de lavar, secar, passar a fralda de pano. Isso pode contribuir para o atraso no desfralde”, pondera.

Não estar presente em tempo integral em casa pode reduzir a precocidade com que as crianças desfraldam. “Se os pais passam a maior parte do tempo no trabalho, diminui o tempo de treinar a criança, e essa mudança acaba sendo protelada para uma idade em que o próprio filho dá a dica aos pais. Quando ele consegue entender que está com a bexiga cheia, por exemplo”, explica Denise.

Dicas importantes

Não sabe se está no caminho certo? Confira as dicas exclusivas da escritora norte-americana Penny Warner, autora do livro “Tirar a fralda, sem choro nem trauma” (2003, editora Ground) e da nefrologista pediátrica Denise Mota para facilitar o momento.

É melhor que a criança fique sentada, com os pés no chão, para se sentir segura e confortável, e o penico atende bem essa necessidade. O vaso, além de ser muito alto, tem um orifício grande que, mesmo com o redutor, causa insegurança no pequeno. Isso faz com que a criança não relaxe adequadamente a musculatura do períneo, importante para que a bexiga e o intestino esvaziem bem.

Apoio para os pés no vaso

Mesmo que a criança tenha se acostumado ao vaso sanitário normal, o cocô não sai da mesma maneira se a criança estiver com as pernas balançando. Sempre dê um apoio para os dois pés.

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Responda todas as perguntas da criança

Não é fácil mudar de hábitos, ainda mais quando somos pequenos. Ir ao vaso sanitário pode ser algo bem assustador por ser um local misterioso, que faz barulho quando dá a descarga e o que está ali vai embora para sempre. Escute com atenção a todas as perguntas que a criança tiver e responda de forma didática.

Leve brinquedos e livros

O mundo lúdico infantil pode facilitar o processo. Ofereça ao seu filho um livro com desenhos para ler enquanto fica no penico ou alguns brinquedos, para relaxar.

Você está atento aos 8 sinais da criança?

Responda às seguintes perguntas, elaboradas pela psicóloga infantil, Eliziane Stevão, e descubra se seu filho está na hora certa.

Interesse – Se interessa em sentar e aprender coisas novas?

Entender – Entende o que é pedido e executa a ação? Como: “Vá até seu quarto e pegue seu chinelo”.

Expressar – Expressa sua vontade?

No lugar – Se interessa e é capaz de colocar as coisas nos lugares corretos?

Imitação – Imita o comportamento do adulto? A capacidade de imitar lhe ajudará a saber como os pais e os irmãozinhos lidam com seu xixi e cocô.

Previsível – Urina e evacua em momentos mais ou menos previsíveis? Por volta de dois anos, a criança demostra uma maior previsibilidade para isso, pois seus sistemas urinário e digestivo estão mais maduros.

Consciência – Demonstra mais consciência do seu corpo? Perceba se ela se incomoda com as fraldas, principalmente quando molhadas.

Orgulho – Conta com orgulho que acabou de fazer ou que está fazendo xixi e cocô? Iniciar contando que fez, depois que está fazendo e por último que quer fazer é um importante sinal de amadurecimento. É um crescente de conscientização.

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