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Hérnia incisional: o motivo pelo qual Bolsonaro vai passar pela quarta cirurgia em menos de um ano

Devido às múltiplas cirurgias pelas quais passou o presidente, as vísceras do abdome não estão mais contidas pela musculatura

Presidente Jari Bolsonaro passará pela quarta cirurgia em menos de um anoPresidente Jari Bolsonaro passará pela quarta cirurgia em menos de um ano. Foto: reprodução Twitter.

O presidente Jair Bolsonaro passará por mais uma cirurgia na primeira semana de setembro, desta vez para corrigir o surgimento de uma hérnia no abdome. A condição é bastante comum entre pacientes que, como ele, foram submetidos a múltiplos procedimentos na região abdominal. Esta deverá ser a cirurgia mais tranquila de Bolsonaro até agora, de acordo com análise de especialista.

A hérnia incisional — tipo de hérnia diagnosticada em Bolsonaro — ocorre quando as bordas da musculatura do abdome se afastam e as vísceras da cavidade acabam se projetando para fora do compartimento.

“Elas ficam ali restritas apenas pela pele. A hérnia surge na separação desses bordos, desses músculos abdominais, fazendo com que as vísceras se projetem para fora. Com isso, surge um abaulamento (curvatura para fora) da pele e a situação é visível e palpável, conforme o tamanho da hérnia”, explica Marciano Anghinoni, cirurgião oncológico e chefe do serviço de Cirurgia Oncológica do Aparelho Digestivo do hospital São Vicente, em Curitiba.

Caso o paciente não queria cirurgia, a hérnia tende a aumentar de tamanho. Além da questão estética, há um risco importante, conforme explica Anghinoni.

“Se não for operado, a hérnia vai aumentar. Ela pode crescer até um tamanho de uma bola de futebol, ou até maior. Há o risco também de encarceramento da hérnia, que ocorre quando as vísceras do intestino ficam presas no espaço entre a pele e o músculo. Isso leva a uma obstrução intestinal, podendo levar à isquemia e até necrose do intestino”, reforça o especialista.

As hérnias incisionais são mais comuns entre:

  • Pacientes submetidos a múltiplas cirurgias pelo mesmo corte ou acesso. 

  • Pacientes desnutridas.

  • Pacientes que fazem múltiplas cirurgias por tumores ou câncer.

  • Pacientes vítimas de traumas na região por arma branca ou arma de fogo.

  • Pacientes submetidos a cirurgias de urgência na região.

Tratamentos alternativos?

Para o tratamento da hérnia incisional não há qualquer outra terapia além do procedimento cirúrgico, conforme explica Anghinoni. “Não tem como resolver com medicação ou atividade física. O único tratamento é a cirurgia, e existem várias técnicas”, diz.

A técnica mais convencional, e que provavelmente será usada em Bolsonaro, envolve a aproximação dos bordos da musculatura e a colocação de uma tela, feita de material sintético, que irá conter as vísceras do presidente na cavidade abdominal. A tela servirá para o fortalecimento da tensão da parede abdominal.

“Essa cirurgia tem um risco bem menor que as outras que ele [Bolsonaro] fez, porque normalmente não se entra na cavidade abdominal. A cirurgia é feita na parede abdominal. É de menor trauma e menor risco e a taxa de complicação é bem baixa. Ela requer menor tempo de internação hospitalar e não precisa de um tempo longo de jejum. Apenas no período de repouso que é preciso cuidado com a mobilidade, sem atividade física para não forçar muito o local da hérnia”, explica o especialista. 

Conforme já anunciou, Bolsonaro ficará 10 dias em repouso após o procedimento, que será realizado no próximo domingo (08).

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Mais hérnias

O procedimento cirúrgico visa a prevenção de novas hérnias, embora elas ainda possam surgir, mesmo depois. “Mas o risco é levado em conta entre pacientes atletas ou que fazem muita atividade física. Ainda assim, hoje, as técnicas e os materiais modernos fortalecem bastante o local da hérnia e a recidiva não é tão comum. No passado era mais comum operar e a hérnia voltar”, explica o especialista.

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