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Saúde e Bem-Estar

Hérnia incisional: o motivo pelo qual Bolsonaro vai passar pela quarta cirurgia em menos de um ano

Devido às múltiplas cirurgias pelas quais passou o presidente, as vísceras do abdome não estão mais contidas pela musculatura

  • PorAmanda Milléo
  • 02/09/2019 07:27
Presidente Jari Bolsonaro passará pela quarta cirurgia em menos de um ano. Foto: reprodução Twitter.
Presidente Jari Bolsonaro passará pela quarta cirurgia em menos de um ano. Foto: reprodução Twitter.| Foto:

O presidente Jair Bolsonaro passará por mais uma cirurgia na primeira semana de setembro, desta vez para corrigir o surgimento de uma hérnia no abdome. A condição é bastante comum entre pacientes que, como ele, foram submetidos a múltiplos procedimentos na região abdominal. Esta deverá ser a cirurgia mais tranquila de Bolsonaro até agora, de acordo com análise de especialista.

A hérnia incisional — tipo de hérnia diagnosticada em Bolsonaro — ocorre quando as bordas da musculatura do abdome se afastam e as vísceras da cavidade acabam se projetando para fora do compartimento.

“Elas ficam ali restritas apenas pela pele. A hérnia surge na separação desses bordos, desses músculos abdominais, fazendo com que as vísceras se projetem para fora. Com isso, surge um abaulamento (curvatura para fora) da pele e a situação é visível e palpável, conforme o tamanho da hérnia”, explica Marciano Anghinoni, cirurgião oncológico e chefe do serviço de Cirurgia Oncológica do Aparelho Digestivo do hospital São Vicente, em Curitiba.

Caso o paciente não queria cirurgia, a hérnia tende a aumentar de tamanho. Além da questão estética, há um risco importante, conforme explica Anghinoni.

“Se não for operado, a hérnia vai aumentar. Ela pode crescer até um tamanho de uma bola de futebol, ou até maior. Há o risco também de encarceramento da hérnia, que ocorre quando as vísceras do intestino ficam presas no espaço entre a pele e o músculo. Isso leva a uma obstrução intestinal, podendo levar à isquemia e até necrose do intestino”, reforça o especialista.

As hérnias incisionais são mais comuns entre:

  • Pacientes submetidos a múltiplas cirurgias pelo mesmo corte ou acesso. 

  • Pacientes desnutridas.

  • Pacientes que fazem múltiplas cirurgias por tumores ou câncer.

  • Pacientes vítimas de traumas na região por arma branca ou arma de fogo.

  • Pacientes submetidos a cirurgias de urgência na região.

Tratamentos alternativos?

Para o tratamento da hérnia incisional não há qualquer outra terapia além do procedimento cirúrgico, conforme explica Anghinoni. “Não tem como resolver com medicação ou atividade física. O único tratamento é a cirurgia, e existem várias técnicas”, diz.

A técnica mais convencional, e que provavelmente será usada em Bolsonaro, envolve a aproximação dos bordos da musculatura e a colocação de uma tela, feita de material sintético, que irá conter as vísceras do presidente na cavidade abdominal. A tela servirá para o fortalecimento da tensão da parede abdominal.

“Essa cirurgia tem um risco bem menor que as outras que ele [Bolsonaro] fez, porque normalmente não se entra na cavidade abdominal. A cirurgia é feita na parede abdominal. É de menor trauma e menor risco e a taxa de complicação é bem baixa. Ela requer menor tempo de internação hospitalar e não precisa de um tempo longo de jejum. Apenas no período de repouso que é preciso cuidado com a mobilidade, sem atividade física para não forçar muito o local da hérnia”, explica o especialista. 

Conforme já anunciou, Bolsonaro ficará 10 dias em repouso após o procedimento, que será realizado no próximo domingo (08).

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Mais hérnias

O procedimento cirúrgico visa a prevenção de novas hérnias, embora elas ainda possam surgir, mesmo depois. “Mas o risco é levado em conta entre pacientes atletas ou que fazem muita atividade física. Ainda assim, hoje, as técnicas e os materiais modernos fortalecem bastante o local da hérnia e a recidiva não é tão comum. No passado era mais comum operar e a hérnia voltar”, explica o especialista.

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