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Alergia ao frio: conheça os sintomas e saiba identificar

Banhos rápidos e uso de água morna pela manhã são as indicações para reduzir sintomas da condição que aflige muita gente

Muita gente sofre com sintomas da alergia ao frio como coceiras e vermelhidão. Foto: Bigstock.Muita gente sofre com sintomas da alergia ao frio como coceiras e vermelhidão. Foto: Bigstock.

As quedas na temperatura são uma verdadeira tortura para quem tem maior sensibilidade. O frio e o aumento na umidade, características comuns à época do inverno mas que podem ser vistas agora, colaboram com o surgimento dos sintomas da chamada “alergia ao frio“.

Fique atento se mãos, pés, nariz e orelhas apresentarem sinais de inchaço e vermelhidão, além de uma coceira. Esses são os indicativos do eritema pérneo (ou permiose) – que não é, de fato, uma alergia, mas uma alteração vascular que leva a uma maior sensibilidade às baixas temperaturas.

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“A maioria dos pacientes conta que os sintomas aparecem na primeira semana do frio, mas vão melhorando ao longo dos dias porque nas primeiras exposições eles não estão preparados para as temperaturas baixas. A orientação é sempre proteger as extremidades, especialmente mãos, pés, orelhas e nariz”, explica Fabiane Brenner, médica dermatologista do Hospital das Clínicas (HC/UFPR) e da clínica Cepelle, e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Não se esqueça de um gorro, boné ou chapéu, para manter o topo da cabeça também aquecido. É por ali que acontece a maior perda de calor do corpo e, mesmo se a pessoa proteger todo corpo e deixar a cabeça de fora, pode desenvolver os mesmos sintomas.

“Em casos mais graves, o médico pode indicar um anti-inflamatório, um corticoide tópico para passar na mão. Mas os remédios são indicados em apenas alguns casos, na maioria das vezes basta manter a proteção térmica e se aquecer”, reforça a dermatologista.

Cuidado com o frio 

Além de uma proteção física, outras medidas podem ajudar a evitar os sintomas da “alergia”. Confira as sugestões do médico dermatologista e alergista Maurício Martins, da PUCPR e do hospital Marcelino Champagnat:

Evite a variação térmica. Sempre que passar de um ambiente mais quente para um muito frio, proteja-se. Lembre-se das luvas, casacos e, principalmente, chapéu e boné, para evitar a perda de calor pelo topo da cabeça.

Pela manhã, use água morna. Quando acordar e for lavar o rosto e escovar os dentes, use água morna para evitar o choque da água fria no rosto quente. Lembre-se de deixar a água na temperatura mais próxima do seu corpo.

Previna o ressecamento da pele. A pele mais seca pode ser prevenida com a hidratação – e não precisa ser nenhum hidratante muito caro. Opte por sabonetes hidratantes ou mesmo aqueles produtos hidratantes de usar especificamente no banho.

Hidrate o corpo todo. A rapidez em sair do banho e colocar a roupa quentinha faz com que a pessoa pule algumas partes do corpo na hora da hidratação. A recomendação é: não se esqueça dos braços e pernas também.

Banhos rápidos e mornos. Regra clássica do inverno – que nem sempre é seguida – é manter a temperatura da água não muito quente, e o banho rápido. Com isso previne o ressecamento e a descamação.

Pessoas mais velhas, atenção extra. Idosos têm uma tendência maior a um ressecamento da pele e, no inverno, a condição se agrava. Hidratante extra para os homens e mulheres depois dos 60 anos.

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