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Saúde e Bem-Estar

Menstruação atrasada nem sempre é gravidez. Confira outras razões

A gravidez é sempre a primeira hipótese, mas existem outros fatores que ocasionam irregularidades no ciclo menstrual. Confira as principais!

  • PorGazeta do Povo, colaborou Maria Isabel Miqueletto
  • 12/11/2019 10:00
Foto: Bigstock.
Foto: Bigstock.| Foto:

A menstruação só acontece depois da ovulação. Se há um atraso menstrual, portanto, ele está relacionado a alguma modificação do ciclo ovulatório.

E, quando isso acontece, a gravidez é sempre a primeira hipótese. Existem, no entanto, outras razões que podem contribuir para irregularidades no ciclo menstrual.

Confira as principais responsáveis por alterações no ciclo menstrual, de acordo com informações de Francisco Furtado Filho, médico ginecologista.

Fator idade

O primeiro fator que os especialistas levam em consideração quando o assunto é atraso menstrual é a idade da mulher.

Durante a adolescência, no início da idade reprodutiva, há uma grande quantidade de óvulos à disposição, mas o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano ainda é imaturo, e causa a instabilidade dos ciclos.

É comum, então, que as meninas não ovulem regularmente. Em mulheres entre os 40 e 42 anos, o hipotálamo atingiu a maturidade, mas não existem tantos óvulos disponíveis. Isso também pode causar uma instabilidade nos ciclos.

Cistos nos ovários

A formação de cistos ovarianos, uma alteração estrutural na anatomia do folículo, também pode causar atrasos. Mas, nesses casos, o ciclo deve voltar ao normal naturalmente.


Tireoide controlada

Quanto às causas hormonais que podem ocasionar a ausência ou irregularidades na ovulação, as alterações da tireoide — o hipo e o hipertireoidismo — e o aumento da produção do hormônio prolactina são as mais comuns.

A elevação do hormônio tem relação com o uso de alguns medicamentos como, por exemplo, os antidepressivos, ansiolíticos, protetores gástricos e antieméticos (que são usados principalmente para diminuir náuseas e enjoos), além de alterações da hipófise.

Síndrome de Sheehan

Mulheres que apresentaram hemorragia pós-parto, logo depois do desprendimento da placenta, podem desenvolver uma ausência da menstruação, em alguns casos, até crônica.

É a chamada Síndrome de Sheehan. Existem tratamentos específicos com hormônios para fazer a paciente voltar a ovular novamente.

Menopausa precoce

A quantidade de óvulos que cada mulher tem também influencia. Mulheres que nascem com menos óvulos que a quantidade tradicional podem ter a parada da ovulação antes do tempo comum.

O fenômeno é conhecido como menopausa precoce, quando há a ausência da menstruação por um período de 12 meses consecutivos antes dos 40 anos. A radioterapia e a quimioterapia também são causadoras da menopausa precoce.

Acidentes

O traumatismo crânio-encefálico pode fazer alterações no ciclo menstrual, pois a hipófise e o hipotálamo param de produzir hormônios estimulantes de forma ordenada e, assim, a ovulação não acontece.

Pílula anticoncepcional

Quando há o interrompimento do uso da pílula, as mulheres podem sofrer atrasos na menstruação. O período de duração dessas irregularidades no ciclo menstrual varia de acordo com a paciente e com o tipo de pílula.

As de uso oral e injetáveis mensalmente pode levar cerca de 2 a 3 meses para regularizar o ciclo. Já nas pílulas a base de progesterona, com aplicação trimestral, a demora pode ser maior: de 6 meses a 1 ano.

O uso da pílula de forma inadequada, em horários diferentes, também pode contribuir para as irregularidades.

Alimentos atrasam a menstruação?

No geral, não há influência da alimentação no ciclo menstrual, exceto em casos específicos, como a bulimia e a anorexia. “Quando o índice de massa corporal é menor que 19, abaixo do normal, a mulher poderá ter a ausência da ovulação”, explica o médico ginecologista. Pacientes com sobrepeso e obesidade tem maior probabilidade de ter interrupções nos ciclos ovulatórios.

Procure um médico

A partir do momento que o atraso ultrapassar uma semana, a indicação dos especialistas é buscar orientação médica.

“O primeiro exame que provavelmente será pedido é o Beta HCG para ver se não há a gravidez, mas, é claro, também será avaliado o contexto da mulher, se está usando alguma medicação e outros fatores que poderiam influenciar”, complementa Furtado Filho.

Importante também estar atento ao adiantamento da menstruação, que também pode representar algum problema, e procurar um médico, pois assim poderá ser realizado o diagnóstico e as correções para cada causa.

Como ter um ciclo menstrual regulado?

Não há um cenário perfeito para que o ciclo menstrual esteja regulado, de acordo com o médico ginecologista.

“Mesmo sem uma condição específica para isso, tem algumas práticas que são interessantes, como manter um acompanhamento ginecológico anual, uma alimentação balanceada e ter um bom tempo de sono e descanso”, completa Furtado Filho.

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