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Como identificar o câncer de mama? Mitos sobre a doença ainda persistem no Brasil

Hábitos de vida, um dos principais fatores para o câncer de mama, foram citados por apenas 24% das pessoas entrevistadas

Mitos ainda persistem sobre o câncer de mamaMitos ainda persistem sobre o câncer de mama Foto: Divulgação

Uma pesquisa do Ibope Inteligência feita com mais de 2 mil brasileiros nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Curitiba e na cidade de São Paulo demonstrou que ainda há muitos mitos e desinformação sobre o câncer de mama no Brasil.

Quase 80% dos entrevistados consideraram que o autoexame das mamas é a principal medida para identificar a doença no começo. No entanto, quando o tumor é palpável, ele pode estar avançado, e o recomendado é realizar mamografias regularmente.

Na opinião de 71%, a hereditariedade seria a principal causa da doença, mas a herança genética está associada a apenas de 5% a 10% dos casos. Hábitos de vida, considerados por especialistas um dos principais fatores para a doença, foram citados por apenas 24% das pessoas entrevistadas.

Daniela Rosa,  vice-presidente do Conselho Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) acredita que toda falta de informação precisa ser combatida.

“Há mitos e mitos. O mito do autoexame é um problema, não queremos que o câncer seja detectado quando está palpável, tem que ser antes. O da hereditariedade pode ser benéfico, porque quem tem histórico na família fica mais alerta, mas ao mesmo tempo pode ter gente que acha que não precisa se preocupar porque nenhuma parente teve a doença”, argumenta.

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30 dias 

A Femama elenca uma série de medidas necessárias para melhorar o tratamento do câncer de mama no Brasil. Entre elas:

  • Diagnóstico oncológico dentro de no máximo 30 dias no SUS;

  • Inclusão de testes genéticos para mutação em BRCA1 e BRCA2 no sistema público (exame que fez a atriz norte-americana Angelina Jolie tomar a decisão de remover mamas, ovários e as trompas de Falópio preventivamente);

  • Ampliação da cobertura nacional de mamógrafos para ao menos 75%;

  • Garantia de reconstrução mamária imediata no SUS;

  • Cumprimento da lei dos 60 dias.

“Hoje, 75% da população brasileira usa o SUS, então esse é o primeiro entrave, estamos falando de uma doença com grande incidência, muita gente depende do Estado para fazer tratamento e sabemos que o poder público tem muitos problemas, estamos sempre reivindicando para que sejam alocados recursos”, descreve Daniela Rosa.

“Até 10 anos atrás, os tratamentos no SUS e na saúde suplementar eram parecidos. Mas nos últimos anos, com a evolução da medicina, começou a haver uma disparidade e hoje a mortalidade é maior no sistema público.”

Rosa cobra evolução na estrutura do SUS acompanhada por campanhas de conscientização mais frequentes e de maior visibilidade.

“Tem gente que não faz mamografia porque não tem onde fazer, mas por vezes onde tem não há a cultura de procurar por ela. Muitas pessoas têm uma rotina atribulada e não vão atrás, e há pessoas humildes que realmente não sabem dessa necessidade, mas acredito que estas sejam minoria. Em Porto Alegre, já tivemos eventos com oferta do exame e sobraram mamografias”, relata a conselheira.

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