Patrocínio

Hospital Pilar X-Leme Diagnóstico Por Imagem Mantis Diagnósticos Avançados

Fórmula promete facilitar a preparação do pratos das crianças: blocos de 3 x 3

Pensar sempre em três grandes “blocos” de alimentos, com carboidratos, proteínas e gorduras, facilita a montagem do prato das crianças nas três principais refeições

Nova técnica facilita na hora de montar os pratos das criançasNova técnica facilita na hora de montar os pratos das crianças Foto: Bigstock

Planejar o que os filhos vão comer, e tentar deixar o prato o mais perto possível do “saudável”, não é uma tarefa simples. Mas uma fórmula conhecida dos nutricionistas pode ajudar. Pensar em blocos de três grupos alimentares para cada uma das três maiores refeições, ou o simples 3 x 3.

A ideia, divulgada pelo Instituto Médico Europeu da Obesidade (IMEO), é que os pais tenham em mente três grandes grupos alimentares toda vez que forem à cozinha:

  • Carboidratos;

  • Proteínas;

  • Gorduras. 

Ter representantes desses três grupos não significa que eles estejam em pé de igualdade no prato. Muito pelo contrário: a recomendação é que o prato seja dividido em 55% com alimentos carboidratos; 30% de proteínas e 15% de gorduras boas.

A regra se aplica às principais refeições, ou café da manhã, almoço e janta, mas também pode ser pensada para os lanches. 

Mas e as verduras, frutas e hortaliças? Pois elas também estão presentes, mas no grupo dos carboidratos, que não envolvem apenas massas e cereais, como é comum de se achar. Assim, ao invés de colocar no prato 55% de macarrão, a orientação é que se divida essa quantidade significativa com a variedade dos alimentos carboidratos.

Funciona?

Tudo que é exposto de uma forma lúdica tende a ajudar, de acordo com a nutricionista infantil Michele Chibior.

“Funciona assim como a pirâmide alimentar, o método das cinco cores no prato, e agora esse método dos blocos. Eu acho que pode facilitar a vida dos pais, porque podemos chamar esses blocos de forma mais lúdica. Os carboidratos são os alimentos que nos dão energia, as proteínas são os que dão força e a gordura é o que nos lubrifica. De maneira lúdica é bacana, sim”, explica a especialista, que trabalha na clínica Wave Medicina Fetal.

Ainda assim, reforça Michele, é importante que os pais tenham em mente quais alimentos compõem cada um desses blocos. Sem essa informação, fica fácil cair sempre nos mesmos, sem oferecer uma variedade às crianças. A visão é compartilhada pela médica endocrinologista Maria Edna de Melo:

“Quando você coloca arroz, macarrão, fruta e legumes em um mesmo bloco de carboidratos pode ser confuso. Para a criança está ótimo comer macarrão todo dia. Mas é melhor pensar no próprio alimento”, explica a médica, que faz parte da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – regional de São Paulo (SBEM-SP) e atua no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. 

Eu sei comer “certo”, será?

É bastante comum, segundo a médica endocrinologista, as pessoas acharem que sabem como é comer “certo”, e quais alimentos são “saudáveis” e quais não são. Na prática, porém, a situação é diferente.

“Todo mundo acha que faz tudo ‘certo’ e quando vou conversar, a pessoa acredita que macarrão instantâneo é igual ao comum. ‘Ah, mas eu não uso o pó instantâneo’, diz ela. Não interessa, o macarrão em si é diferente. Essa percepção é equivocada”, reforça Maria Edna.

A chegada ao mercado de produtos que se dizem “fitness” também atrapalhou essa visão. “Qualquer apelo associado à saúde na embalagem faz a pessoa achar que está consumindo super bem. Outro dia falei com uma paciente que tava comendo umas farinhas diferentes, de amêndoas, e não conseguia perder peso. Quando fomos ver, ela consumia mais de 700 calorias só no café da manhã, por incluir essas coisas ‘saudáveis'”, relata a endocrinologista.

Tem dúvidas? Procure uma nutricionista — inclusive quando formos pensar em refeições para crianças. “Um sinal de alerta desse método de pensar nas refeições [em blocos] é que eles trazem um percentual fechado, o que não serve a todo mundo. As refeições de uma criança precisam levar em conta o histórico familiar, a saúde dela, para poder determinar”, explica Michele Chibior, nutricionista infantil.

Erros na alimentação infantil

De acordo com a médica endocrinologista Maria Edna de Melo, é muito comum que os pais cometam os seguintes erros ao pensarem nas refeições das crianças:

  1. Crianças comem o que tem em casa. Não espere que a criança vá pedir por algo diferente, que ela nunca tenha visto antes. Ela consome o que está na frente dela. Se o que estiver ao alcance forem refrigerantes, sucos, mesmo os naturais, bolachas, bolos, é isso que ela vai comer. Retire esses alimentos de casa, e permita que ela os consuma apenas fora de casa e de vez em quando.
  2. Crianças imitam os pais. De nada adianta você exigir uma alimentação exemplar do seu filho se você consumir apenas industrializados sempre. Retire os ultraprocessados de casa para a sua saúde também!
  3. Crianças comem menos. Lembre-se de mudar a percepção do que é o “suficiente” para você e para seu filho. Crianças tendem a comer menos que os adultos.

“Se tiver um bolo de chocolate e uma maçã em casa, qual você escolhe? E por que a criança teria uma atitude diferente? As opções em casa devem ser únicas e devem ser sempre as melhores”, reforça a endocrinologista.

LEIA TAMBÉM

8 recomendações para você

Deixe seu comentário