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Quando as costas travam, relaxante muscular pode trazer mais complicações

Contratura muscular é uma defesa do corpo para que não ocorram lesões graves

Esta sensação de travamento tem a ver com a perda de mobilidade e que, na verdade, é uma defesa do corpo. Foto: Bigstock.Esta sensação de travamento tem a ver com a perda de mobilidade e que, na verdade, é uma defesa do corpo. Foto: Bigstock.

Em algum momento da vida, a maioria das pessoas passará por esta situação: travar as costas. Um movimento errado, um peso a mais carregado, horas sem uma postura correta e a chance de uma lesão aumenta consideravelmente.

Mas o que acontece quando “travamos”? O ortopedista especialista em coluna, Ed Marcelo Zaninelli, explica que esta sensação de travamento tem a ver com a perda de mobilidade e que, na verdade, é uma defesa do corpo.

“Quando o cérebro percebe que aconteceu algo errado na coluna vertebral manda sinais para a musculatura ficar parada, a fim de evitar uma lesão grave. É uma contratura muscular intensa, involuntária e controlada pelo cérebro, como uma grande defesa do organismo”, esclarece o ortopedista.

O educador físico da Clinipam, Diego Mariano, explica que a maioria dos casos ocorre quando se levanta um objeto pesado com uma postura inadequada ou quando se permanece muito tempo em uma mesma posição, sobrecarregando grupos musculares específicos.

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“Na coluna temos uma estrutura complexa com vértebras, discos vertebrais, nervos e músculos. Quando qualquer uma dessas estruturas entra em desequilíbrio, pode acarretar um processo de dor e perda de movimentos – o chamado travamento”, explica o educador físico da Clinipam, Diego Mariano.

Geralmente, os movimentos de torção associados à flexão do tronco podem lesionar os discos e a orientação médica é a de que seja evitado o uso de medicamentos relaxantes musculares.

“Quando se lesiona um disco, a musculatura em volta trava justamente para evitar que a pessoa continue movimentando e, consequentemente, aumente a lesão. Ao tomar um relaxante muscular, é retirada a defesa natural do corpo, trazendo maior risco de complicações”, explica o ortopedista Ed Marcelo.

Em casos de muita dor, é preferível o uso de analgésicos. “Com repouso da região, o próprio corpo trata a lesão e destrava sozinho com o tempo, que pode ser de duas semanas a dois meses. Mas, em geral, dois ou três dias são suficientes para sentir uma melhora”, completa.

O importante é ter consciência da lesão e seguir o repouso. “Nunca brigue com seu corpo. Se ele travou, não é hora de exercitar. Na dúvida, sempre consultar um especialista é o mais seguro”, alerta o ortopedista Ed Marcelo.

O médico também explica que uma cirurgia na coluna é indicada para menos de 20% dos casos de dores fortes. “Espere a crise passar e avalie com seu médico os melhores tratamentos e formas de prevenir novas crises. A hora de decidir é quando o paciente está sem dor”, esclarece.

Sinais de alerta

O principal sinal de que algo mais grave aconteceu é a irradiação da dor para uma ou ambas as pernas, pela parte posterior da coxa. “Amortecimento e perda de força dos membros devem ser avaliados imediatamente por um especialista”, alerta o médico.

Em hipótese alguma deve-se recorrer a massagens ou estaladas nas costas, “o travamento pode estar relacionado a uma lesão já instalada e essas práticas podem agravar o quadro”, alerta o educador físico da Clinipam, Diego Mariano.

Como prevenir

A melhor prevenção para que não ocorram estes tipos de acidente é fazer exercício físico regularmente. Cuidados com a postura em todos os momentos, especialmente na hora de carregar peso, são fundamentais, além de estar em dia com a balança.

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Em geral, exercícios que priorizem o fortalecimento dos músculos do core (que ficam a redor do tronco na linha da coluna lombar), previnem boa parte dos travamentos. “Pilates, funcional, alongamento e musculação, quando bem orientados, são ótimas opções”, conclui o médico.

 

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