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Técnica de enfermagem cria bolsa de pano para pacientes com coletores de urina

Ao ver que muitos pacientes vinham ao hospital com o coletor de urina em situação precária, Carmem teve a ideia de criar bolsas de pano, aprovadas pelos pacientes

As bolsas, feitas pela técnica de enfermagem Carmem, são produzidas com tecido de jeans, de forma a se esconder na roupaAs bolsas, feitas pela técnica de enfermagem Carmem, são produzidas com tecido de jeans, de forma a se esconder na roupa Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo.

Andando pelos corredores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR), a técnica de enfermagem Carmem Lúcia Nunes Salim Assaf percebeu que muitos pacientes que precisavam fazer uso de coletores de urina acabavam por carregá-los de forma muito incômoda.

Alguns prendiam o objeto por um gancho, enquanto outros amarravam-no com a ajuda de um barbante ao corpo. Nada disso era higiênico ou esteticamente agradável. Foi então que ela teve uma ideia.

“Eu via que não dava para ficar assim. Além de ficar feio, era anti-higiênico e perigoso. O paciente poderia enroscar o coletor em algum lugar. Então veio a ideia do bornal”, explica a técnica. 

Bornal é o nome dado ao estilo de uma bolsa, que fica presa ao corpo por uma alça comprida, disposta na transversal ao corpo. Carmem achou que esse seria o modelo mais adequado aos pacientes para que pusessem o coletor de urina dentro dessa bolsa, escondendo da vista de terceiros.

“Eu percebi que alguns, poucos, já vinham ao hospital com o bornal pronto, que as esposas haviam feito. E eu pensei que poderia fazer o mesmo para os demais pacientes”, relata.

Carmem Lúcia Nunes Salim Assaf, técnica de enfermagem no Hospital das Clínicas, criou bolsas para pacientes que usam coletores de urina

Carmem Lúcia Nunes Salim Assaf, técnica de enfermagem no Hospital das Clínicas, criou bolsas para pacientes que usam coletores de urina. Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo.

Bolsas de tecido

Comprando ela mesma o material, Carmem corta o tecido, quando tem tempo, e depois entrega os pedaços de pano para uma costureira terminar o trabalho. “Quando não tenho tempo, eu entrego todo o material para a costureira. Ela faz sem cobrar nada, porque ela também é paciente do HC.”

“Eu faço mais em jeans, porque fica mais bonito e combina com qualquer roupa. E não dá para parar na primeira bolsa. Porque às vezes, lavando, a bolsa vai desbotando e ficando feia. E eu dou novas. Ou o paciente vem sem a bolsa porque deixou em casa para lavar, e sai daqui com uma nova”, relata Carmem. 

Desde o início do ano, quando o projeto começou, a técnica de enfermagem estima que já tenham sido costuradas e entregues cerca de 70 bolsas. “Eu mesma ofereço ao paciente, quando vejo que eles estão com o coletor aparecendo ou às vezes dentro de uma sacola plástico. Pergunto se ele não quer uma de tecido, e eles aceitam”, conta.

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