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Xixi na cama, de forma isolada, pode acontecer até os cinco anos de idade, mas em uma frequência bem menor. Para considerar enurese, seriam escapes de duas a três vezes por semana. Foto: Bigstock.
Xixi na cama, de forma isolada, pode acontecer até os cinco anos de idade, mas em uma frequência bem menor. Para considerar enurese, seriam escapes de duas a três vezes por semana. Foto: Bigstock.| Foto:

Cerca de 15% das crianças acima dos cinco anos de idade ainda fazem xixi na cama e esse número não é saudável.

Escapar a urina com frequência de duas a três vezes na semana pode indicar alguma disfunção na bexiga e o desconhecimento ou a demora das famílias em procurarem um médico nefrologista atrasam o tratamento, aumentando o risco de danos físicos ao rim e mesmo psicológicos à criança.

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A primeira orientação dos especialistas é para que os pais entendam que não se trata de um problema psicológico da criança, tem tratamento e alguns sinais indicam o problema.

“Se além do escape de xixi à noite a criança tiver outros sintomas, como perda de urina na roupa durante o dia, urgência em ir ao banheiro e infecções urinárias, é importante buscar ajuda”, cita Rejane de Paula Bernardes, médica nefropediatra especialista em atendimento de crianças portadoras de disfunções de bexiga.

Justificativas como “a criança é muito distraída” ou “ela nem se dá conta da vontade de ir ao banheiro porque está entretida brincando” nem sempre são verdade.

“Esses escapes podem ser de uma disfunção da bexiga e a criança tenta fazer o que pode para segurar. Ela prende as pernas, contrai o períneo, fica pulando, mas isso causa mais problemas para a saúde dela”, explica a médica.

Ao tentar segurar a urina, a criança pode desencadear infecções urinárias e, em condições mais severas, pode ocorrer o refluxo da urina ao rim.

As cicatrizes no rim devido ao refluxo podem, inclusive, gerar hipertensão. A contração do períneo também afeta a função do intestino e não é incomum crianças com problemas na evacuação também.

“Xixi na cama, de forma isolada, claro que pode acontecer até os cinco anos de idade, mas em uma frequência bem menor. Para considerarmos uma enurese, seriam escapes de duas a três vezes por semana”, reforça a médica.

Alarmes no lençol da cama 

Se for confirmada uma enurese não tão frequente, há opções de medicamentos associados a técnicas de condicionamento da criança.

Uma dessas técnicas é o uso de alarmes noturnos que, na primeira gota de xixi que escape à noite, dispara e chama a atenção da criança e da família para irem ao banheiro.

São, geralmente, seis meses de uso contínuo do alarme e as crianças vão aprendendo, com o tempo, a acordar e ir ao banheiro.

No caso de uma disfunção, com sintomas de escape mesmo durante o dia, o tratamento é individualizado, mas em geral se usam medicamentos e sessões de fisioterapia do assoalho pélvico.

Nessas, a criança aprende exercícios que ajudam no controle do xixi. “Elas também aprendem a seguir horários marcados para fazer xixi e tomar água, e para isso recebem a ajuda de um relógio com alarme”, explica a médica nefropediatra.

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