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Bolívia reprime com violência protestos contra Novo Código Penal – entrevista: Anelín Suárez

  • PorMadeleine Lacsko
  • 16/01/2018 11:04

Médicos, jornalistas, pastores protestantes, padres, clérigos de todos os credos, movimentos estudantis e membros da sociedade civil estão indo às ruas na Bolívia protestar contra o Novo Código Penal que entra em vigor definitivamente em 180 dias.

A gente chama de Código Maldito porque tem bastantes artigos contra a liberdade e contra a nossa Constituição, explica Anelín Suárez, líder do movimento Las Calles.

Os protestos começaram quando médicos descobriram que poderiam ser criminalizados.

Em seguida, veio outra surpresa, o artigo 88, que trata de tráfico de pessoas e imigração ilegal, pune com 7 a 12 anos de prisão quem apoiar ou acolher alguém com o intuito de conversão religiosa, que é equiparada a recrutamento para conflito armado.

O tratamento duríssimo também é dado para quem resolver se manifestar, principalmente contra o governo.

Se estiverem juntas de 3 a 4 pessoas, podem ir para a cadeia por falar contra o presidente. Se soltarem um rojão numa manifestação, passa a ser terrorismo.

Outros crimes são afrouxados, por exemplo a tortura cometida por agentes de Estado e a pena para traficantes com grandes quantidades de drogas.

Caminhar com 5 quilos de maconha não vai ser nem delito, não vai ter penalidade.

Anelín Suárez está participando de diversos protestos dos vários grupos que se organizam nas ruas para chamar a atenção da comunidade internacional.

Fui duas vezes torturada pela polícia porque eles entraram nas manifestações com todo o armamento e a gente não para de lutar.

Na semana passada, jovens que tentaram se esconder na Igreja de São Francisco, em La Paz, foram seguidos pela polícia. É até cena de filme isso: templo religioso se respeita até em guerra, certo? O clima está pesado na Bolívia.

A polícia entrou, destroçou a igreja, quebrou costelas dos manifestantes, já não respeita mais nem a igreja nem nada.

As casas de opositores envolvidos em manifestações também têm sido invadidas.

O meu pessoal foi torturado dentro de uma casa. Nos colocaram dentro de banheiros, de 5 em 5 pessoas, e abriram a bomba de gás lacrimogêneo em quartos pequenos de 2 x 1. Aqui na Bolívia estamos seguindo os mesmos passos da Venezuela.

Os bolivianos 180 dias para evitar que o novo código seja implantado definitivamente.

Estamos pedindo ajuda internacional porque, implantado o Novo Código, não teremos mais como protestar.

NÃO PERCA NOSSAS LIVES:

DE SEGUNDA A SEXTA, ÀS 17h.

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