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EXCLUSIVO: fomos trollados pelo hacker de Sergio Moro
| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta quarta-feira, veículos da imprensa noticiaram que o celular do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, havia sido invadido por um hacker, que acessou aplicativos e trocou mensagens por cerca de seis horas. Isso ocorreu bem no fim da tarde de terça-feira.

Quem acompanhou o programa 'A Protagonista' ao vivo notou a fala do repórter Fernando Henrique Martins, que anunciou: "Olha, acabei de receber uma mensagem aqui. Sergio Moro acaba de entrar no Telegram [aplicativo de mensagens]. 'É Sergio Moro oficial?', vou perguntar. Está online". (assista abaixo)

A partir daí, devidamente identificado como jornalista, o rápido diálogo que se seguiu foi o seguinte:

Print do rápido diálogo entre o repórter e o suposto hacker
Print do rápido diálogo entre o repórter e o suposto hacker

E, então, o usuário que se passava pelo ministro - após o tom jocoso da conversa - não se manifestou mais. É possível que a reportagem do blog 'A Protagonista' tenha sido a primeira, ou uma das primeiras conversas mantidas pelo hacker.

A Polícia Federal foi acionada assim que o ministro tomou ciência da situação e investigará o caso com apoio do setor de tecnologia do Ministério da Justiça.

Sergio Moro recebeu uma ligação, no fim da tarde de terça, de seu próprio número. Isso despertou sua atenção. Segundo informações divulgadas na imprensa, o hacker teria conseguido acesso ao aplicativo de mensagens até a madrugada de quarta-feira.

Episódios como esse têm se repetido no Planalto. Em 2018, Eliseu Padilha e Carlos Marun, ex-ministros do governo de Michel Temer, tiveram seus celulares invadidos.

O presidente Jair Bolsonaro também é adepto dos aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, para fazer despachos do governo. No entanto, a prática não é recomendada pela própria Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, que forneceria um telefone criptografado, mas que não teria acesso ao mensageiro e outras redes sociais.

Trata-se de um dispositivo chamado Telefone Seguro, disponibilizado aos presidentes. A Abin diz que esse sistema é garantido em termos de segurança.

Assessores próximos ao presidente, porém, dizem que Bolsonaro tem evitado tratar assuntos mais reservados sobre o governo no WhatsApp. Talvez seja, inclusive, orientação desde o episódio que envolveu Gustavo Bebianno, ex-ministro e braço direito do presidente.

*Essa reportagem e a breve conversa com o suposto hacker tida com o repórter Fernando Henrique Martins foram remetidas ao Ministério da Justiça.

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