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Anvisa
Ministro do STF, Ricardo Lewandowski, havia dado 30 dias para a Anvisa se pronunciar sobra a vacina russa, mas a agência precisava de mais tempo.| Foto: Nelson Jr./STF

A CPI da Covid foi instalada nesta terça-feira (27) e já está feita a pauta. A gente já sabe o que eles desejam provar e qual é o objetivo. É o medo do resultado da eleição do ano que vem. Então, é preciso enfraquecer o presidente Jair Bolsonaro. O primeiro a depor vai ser o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e todos sabemos o que ele pensa do governo também.

O presidente da comissão é o senador Omar Aziz (PSD), do Amazonas, que teve a mulher presa duas vezes e os três irmãos presos por desvios na saúde. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que todo mundo conhece, vai ser o relator da CPI. 

Renan, aliás, disse uma coisa muito importante. Disse que a CPI é para punir os responsáveis pelas mortes. Eu acho isso maravilhoso. Agora tem que separar, não é? Tirar política e tirar a eleição do ano que vem, e analisar por que as pessoas morreram e quem provocou isso. Porque não foi um só, foi um conjunto. E por quê?

Se a CPI conseguisse revelar esse óbvio, seria uma maravilha. E, claro, encaminhar para a Justiça para apurar as responsabilidades no Código Penal.

STF apressa o que não pode ser apressado

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, havia dado 30 dias para a Anvisa se pronunciar sobre a vacina russa Sputnik V e liberar a importação aos estados que se prontificaram a comprar. A ação havia sido interposta pelo governo do Maranhão.

Se a agência não desse um parecer dentro desse prazo, Lewandowski liberava os estados para importar a vacina. A Anvisa mandou técnicos para a Rússia e Bolsonaro tentou ajudar ligando para o presidente russo Vladimir Putin para apressar as coisas. Mas não resolveu muito.

O Instituto Gamaleya, que fabrica a Sputnik V, não deu acesso a nada, segundo a Anvisa. Faltou transparência. Está lá no relatório da agência dizendo que o adenovírus, que é o vetor que leva o coronavírus enfraquecido, pode se replicar no corpo da pessoa vacinada, podendo causar uma virose, o que é grave. E que na produção havia a presença de impurezas e contaminações, ou seja, são coisas graves.

Mas a Anvisa queria mais tempo para ir mais a fundo, poder ouvir e estudar mais a questão. Mas como o prazo de 30 dias acabava na noite de segunda-feira (26), eles tiveram que dizer “não aprovamos” a Sputnik V por unanimidade — foi cinco a zero. Bom lembrar que a Anvisa é um órgão independente do governo, tanto que Bolsonaro apoiou a compra da Sputnik V, mas a agência teve que dizer não.

Só que agora Lewandowski lava as mãos como Pilatos quando entregou Jesus para subir o calvário. Disse para o governo do Maranhão o seguinte: olha, pode comprar, mas sobre sua “exclusiva responsabilidade”. E mais: desde que “observadas cautelas e recomendações do fabricante, e das autoridades médicas”.

Mas quem são as autoridades médicas? Oras, a Anvisa. E como faz agora? Agora “Pilatos” vai ter que resolver com o governador do Maranhão essa história. Ficou muito estranho isso.

Acreditando nos fatos e não nos factoides

Conversei com um grupo grande de especialistas de grandes entidades estatais e privadas, financeiras e de produção, que andam atrás da reforma tributária e administrativa que a Câmara dos Deputados está tocando.

Eles me disseram o seguinte: primeiro lugar, a gente não confia mais no noticiário tradicional. Já perceberam que as notícias são deturpadas e que não dá para confiar mais nas grandes organizações de mídia.

Em segundo lugar, hoje o grande herói deles é o presidente Arthur Lira (PP-AL), que está tocando as reformas na Câmara. E o sujeito que está transformando o país, dando uma aceleração ao país, segundo eles, é o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura.

A propósito, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a indústria brasileira está reagindo. A capacidade ociosa já está menos da metade. Houve uma demanda de 50% de crescimento do consumo de aço no mês de março. A indústria da construção também.

Então está aí o milagre brasileiro. Nós somos resilientes. E quando querem nos enrolar, a gente deixa que eles se enrolem, porque nós acreditamos nos fatos e não nos factoides.

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