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Como previ, a esquerda já acionou Flávio Bolsonaro por suas ligações com Donald Trump. E creio que é apenas o início. A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia representou contra o senador na Procuradoria-Geral da República por atentado à soberania nacional. Aproveitou para justificar que o PCC e o CV são organizações criminosas, mas não políticas, não se enquadrando em terrorismo pela lei brasileira. Era previsível. A próxima será acionar Flávio por apelar à interferência estrangeira na campanha eleitoral brasileira; fato dado de bandeja, que ajuda a impedir o registro da candidatura. Flávio criou a oportunidade e a esquerda aproveitou.
O outro lado também pode acionar o adversário de Flávio no TSE. Até agora a soma dos benefícios recentes de Lula para garantir voto para a reeleição chega a R$ 190 bilhões dos nossos impostos, diz esta Gazeta do Povo. São subsídios para luz, gás, combustíveis, empréstimos e Imposto de Renda – sem contar o Bolsa Família. Uma compra indireta de votos, que está prevista como crime na lei eleitoral. Também pode acontecer, na tentativa de impedir o registro da candidatura de Lula.
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Suponho que a já tão judicializada corrida eleitoral de 2022 perca em intensidade para o movimento de ações na Justiça Eleitoral neste ano. E temos motivos de sobra, que vão do uso dos impostos de todos para conquistar votos ao apelo a instituições e governos estrangeiros, assim como a exposição de escândalos, como do cruel roubo dos idosos da Previdência, as relações com Daniel Vorcaro, com a J&F, com o PCC e o CV... enfim, há pecados de sobra no mundo político, para girar a roleta e escolher qual será o da vez.
Mais uma vez o eleitor será chamado a escolher entre os menos ruins, porque os partidos são meros rótulos fisiológicos sem significados doutrinários; uma ação entre amigos para se aproveitar do patrimônio e do tesouro que são do povo. Na crise de valores em que nos permitimos chafurdar, nem sequer percebemos no que nos metemos sem sentir, como o sapo em panela sobre o fogo. Num país em que o status quo quer se manter, partidos e leis agem para manter eleitores enganados e ficar à espera que uma divindade tudo resolva. Salve, eleitor enganado; os que vão se eleger te saúdam.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Alexandre Garcia começou sua trajetória no jornalismo na década de 70. Trabalhou na Globo, onde passou pelos principais telejornais da emissora. Hoje atua como comentarista em 32 jornais e 210 rádios. É um dos nomes mais respeitados da imprensa brasileira, por sua expertise e opiniões contundentes, exercendo grande influência na mídia nacional. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



