
Quem paga a campanha eleitoral é você – mesmo para o candidato que você não quer, mesmo para o partido que você odeia, quem paga é você. O fundo eleitoral, formado por bilhões dos seus impostos, banca tudo isso. No ano passado, nós pagamos quase R$ 4 trilhões em impostos. Eu estou falando isso porque queria lembrar que segunda-feira foi o Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte, criado em 2010 por uma lei aprovada no Congresso e sancionada por Lula, para fingir que se respeita o dinheiro do contribuinte. Para isso não precisava de lei nem dia comemorativo: bastaria não jogar fora o dinheiro do cidadão, dar um bom serviço público. É para isso que governos existem, para isso que os cidadãos pagam impostos.
Nós pagamos até a campanha eleitoral dos partidos políticos, quando quem deveria pagar era o filiado ou o simpatizante. E falo de partido, não de pessoas, porque é o partido que representa uma ideia. Não deveríamos votar em gente, deveríamos votar em ideias. Mas isso é um assunto que vai longe.
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Brasileiro abriu mão de pensar por conta própria; isso já aconteceu antes
No meu artigo desta semana vou dizer que está acontecendo no Brasil o que aconteceu na Alemanha de Hitler. As pessoas pararam de pensar, de se perguntar, de ter espírito crítico; simplesmente aceitam, porque dá muito trabalho pensar. Digo isso porque o papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica, e fala muito sobre como a inteligência artificial está afetando a conduta das pessoas, que abandonam a inteligência própria e abraçam a inteligência artificial, ou seja, se alugam, se vendem, são abduzidas pelo mundo digital. Precisamos ter cuidado para não deixar que a nossa mente vá com todo mundo, como um rebanho. Isso aconteceu na Alemanha: não foram Hitler e Goebbels os culpados; os culpados foram milhões de alemães que abriram mão de suas próprias consciências. Eu ia dizer “não deixemos que aconteça no Brasil”, mas já aconteceu, sinto muito.
Enquanto políticos discursam sobre segurança, facções dominam o Rio
Vejam a força que têm o Comando Vermelho e o PCC. Por esses dias, eu estava vendo um tiroteio com fuzis na Zona Sul do Rio de Janeiro, e o Comando Vermelho fazendo um desfile de moto, um buzinaço, pelas ruas da antiga capital do Brasil. E os políticos ainda fazem discursos pela segurança pública. Mas discurso não pega bandido.
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Moraes não escapou da intimação em processo nos EUA
Durante quase um ano, o Supremo e o governo brasileiro se mobilizaram para blindar Alexandre de Moraes, que é alvo de processo nos Estados Unidos por infringir o mais caro dos princípios americanos, a liberdade de expressão. Ele ordenou “censura extraterritorial” sobre cidadãos americanos, na plataforma Rumble e em uma plataforma da Trump Media. Ele se deu mal: Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral da República, STJ, Itamaraty e tal se mobilizaram para proteger Moraes, mas agora ele foi notificado, citado por e-mail.
Eu lembro daquela cantoria dos índios em torno do ministro Moraes, anos atrás, e das lendas que se contam a respeito disso. Parece que está pegando. As pessoas estão falando até no Tribunal Internacional de Haia porque, no caso da Carla Zambelli, a Justiça italiana disse que ela estava livre e não haveria extradição porque a suprema corte brasileira não respeitou princípios fundamentais de garantias de direitos humanos.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos







