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Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

Julgamento de Moraes

Gilmar e Dino não fazem estrago sozinhos: todo o STF é responsável pelo caos atual

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Plenário do STF durante a sessão de 15 de setembro. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Estão todos dizendo que Gilmar Mendes e Flávio Dino enrolaram Edson Fachin, para que o STF não decidisse coisa nenhuma a respeito de Alexandre de Moraes – que, ainda por cima, participou do próprio julgamento com um voto, o que é um absurdo. Isso não existe no Direito – ao menos não no verdadeiro Direito; mas existiu durante o inquérito do fim do mundo, criado há sete anos porque o Supremo se julgava criticado e difamado, e por isso abriu um inquérito ele próprio, para punir aqueles que o difamavam.

É um inquérito que começou sem Ministério Público, totalmente ilegal, mas que o Supremo validou por 10 votos a 1. O Supremo como um todo é responsável por isso. Tanto que a ministra Cármen Lúcia, na terça-feira, afirmou que, se foi omissa por não ter ajudado a evitar isso, pedia desculpas ao povo brasileiro. Ela disse estar constrangida e triste. Talvez esteja vendo a luz agora, a luz que o jornalismo brasileiro demorou sete anos para ver porque havia vergonhosamente deixado de lado os seus princípios.

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Ministros do STF depredam a corte muito mais que os manifestantes do 8 de janeiro 

Um coronel que mora no Novo México, nos Estados Unidos, está lá há um ano sem receber salário. Reginaldo Vieira de Abreu foi condenado a 15 anos nos “processos do golpe” e, quando viu que seria preso, saiu do país. Fez um pedido de refugiado político, que ainda não foi decidido; enquanto isso, seu visto de turista venceu, e ele foi preso há dois ou três dias. Não sei da situação dele agora. É mais uma vítima de Alexandre de Moraes, como os milhares de vítimas nos processos do 8 de janeiro, que não tiveram direito à ampla defesa e ao devido processo legal. A cabeleireira Débora foi punida porque escreveu com batom “perdeu, mané” em uma estátua que no dia seguinte já estava limpa. Mas o estrago que os ministros do Supremo estão fazendo na própria instituição é muito maior e bem mais difícil de consertar que o feito pela Débora.

Brasil de Lula não está combatendo o crime organizado, dizem EUA 

O governo de Donald Trump entregou ao Congresso americano um relatório dizendo que o Brasil não está combatendo o crime organizado, as facções como o PCC e o Comando Vermelho. Outros países ocidentais estão dando exemplo de combate enérgico ao crime, mas o Brasil não. Nós sabemos que Lula não gosta da polícia, que gosta de bandidos. Agora, ele diz que sempre combateu o crime aqui, mas demagogos e populistas como ele só combatem o crime com saliva. Saliva não acaba com o crime; no máximo, molha a pólvora.

Eleitor que não quer Lula é a maioria

Neste momento delicado, perto da eleição, saiu uma pesquisa feita pela Data Trends em todo o Brasil, em todas as 27 unidades da Federação. Na simulação de primeiro turno, Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro tem 35%. Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, juntos, têm 14%; com isso, o voto anti-Lula pularia para 49%, enquanto Lula subiria para algo em torno de 40%. Os nulos, brancos e indecisos são 12%, o que daria 20 milhões de votos – eu acho pouco; deve haver mais gente planejando ficar de fora.

(Metodologia: O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 27 unidades da Federação entre 12  e 14/9. Margem de erro estimada é de 2,19 pontos porcentuais para mais ou para menos. Nível de confiança: 95%. Registro no TSE: BR-08691/2026.)

Em seis anos, juros americanos foram multiplicados por 16

Sinal dos tempos: o Fed, o Banco Central americano, subiu sua taxa básica de juros de 3,75% para 4%. Isso significa atração de aplicações nos Estados Unidos, com investidores comprando papéis nos EUA e não no Brasil. Em 2020, a taxa básica de juros era de 0,25%; para se chegar a 4%, a taxa foi multiplicada por 16 nesse intervalo; uma senhora subida.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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