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Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

Memória seletiva

Lula critica salário mínimo, mas se esquece dos impostos

Ao criticar salário mínimo, Lula se esqueceu de mencionar impacto dos impostos na vida dos brasileiros
Ao criticar salário mínimo, Lula se esqueceu de mencionar impacto dos impostos na vida dos brasileiros Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Lula fez um discurso criticando o tamanho do salário mínimo, dizendo que é muito baixo. Salário mínimo, só para a gente lembrar, é R$ 1.621. O problema não é o salário mínimo baixo, é a quantidade de imposto que a gente paga para o governo.

Eu fiz uma conta aqui e descobri que, para um trabalhador que ganha o salário mínimo, o governo ganha mais do que ele nessa operação. Querem ver uma coisa? O empregador que paga R$ 1.621 para um assalariado, ele, na verdade, está pagando R$ 2.740.

Impostos ultrapassam valor do mínimo

É o cálculo que se faz assim, redondo. Paga aquilo e mais os encargos. Aí o empregado recebe líquido R$ 1.450, já deixa um pouco para o Estado brasileiro. Não recebe integral R$ 1.621. E aí ele faz as compras com esse dinheiro, ele vai fazer compras. Aí ele paga só de imposto uns R$ 500. 

Se a gente somar tudo o que vai para o Estado brasileiro, que o patrão pagou, que foi descontado do operário e que o operário pagou de imposto embutido naquilo que ele comprou, dá uns R$ 1.800. O Estado brasileiro recebe R$ 1.800 de um salário mínimo pago de R$ 1.621, teoricamente. 

Então, é o tamanho do imposto que atrapalha. Agora, o Estado faz o quê com esse imposto? Está prestando grandes serviços públicos, segurança pública, saúde pública, ensino público, justiça? Fica a pergunta no ar, você pode responder.

Master desaba como uma bomba sobre o TCU e o STF

Há uma crise muito grande hoje nas instituições brasileiras por causa do Master. O Master está desabando em cima do Tribunal de Contas da União e do Supremo. Está desabando como uma bomba.

A gente ainda descobre que o INSS está suspendendo 254 mil contratos de consignados, porque está desconfiado que tem R$ 2 bilhões envolvidos com o Master. Aliás, a CPI que está tratando disso está sob sigilo imposto por Toffoli e ninguém pode saber quem se comunica pelo telefone celular com Daniel Vorcaro.

Todos querem ir para Dubai

Fez dois anos agora o contrato do Master com o escritório de advocacia da família de Moraes. Agora se sabe porque tanta vontade de ir para Dubai. O Vorcaro, quando foi preso, estava embarcando para Dubai. Depois, o Zettel, o cunhado dele, foi preso embarcando para Dubai, agora, semana passada, foi preso. Foi solto por Toffoli. 

Por que Dubai? Agora a gente descobre. Tem um tal de BTA lá, que é do português Humberto Coelho, que já esteve envolvido lá com o escândalo do Banco Espírito Santo, Eu sei que o Banco Espírito Santo era muito amigo do PT, pelo menos em 2003, 2004. Eu sei por testemunho pessoal. Depois faliu, mas aí o sujeito foi para Dubai. E esse é contato do Vorcaro lá. 

Toffoli tolhe investigações

A gente vê, pela manchete de O Globo de sábado, que o Banco Estatal do Distrito Federal, o BRB, está bem envolvido. A manchete principal, na primeira página: fundos suspeitos inflaram capital do BRB antes da compra do Master. Subtítulo: recursos do REAG vieram de contas de investidores, de investigadas do PCC. 

E as decisões de Toffoli tolhendo o trabalho de investigação da Polícia Federal. Todas essas decisões de lacrar as provas, de impor sigilo, de diminuir os prazos para fazer oitivas da Polícia Federal, são muito eloquentes. A gente não precisa de mais nada para perceber. Falam por si. 

É só a gente procurar a resposta. Por que tanto empenho do ministro Toffoli? O TCU faz a mesma coisa. A ação do TCU foi uma ação como se o Banco Central fosse culpado da liquidação do Master, e não a solução. 

Promiscuidade pega as instituições

Então, eles próprios, o Jonathan, o Vital do Rêgo, no TCU, o Moraes, o Toffoli, no Supremo, é que estão fazendo uma ação deletéria de que falava Fux, quando era presidente do Supremo, misturando as coisas. É a promiscuidade. É um negócio muito sério que pega as instituições. 

Não seria o caso, já que é um ano eleitoral, de o TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, liderar uma campanha dizendo para o eleitor: "não vote em ladrão, em corrupto, em mentiroso". Não é? 

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