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Alexandre Garcia

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Governo Lula 4

Quatro anos de incerteza e insegurança

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Lula faz pronunciamento após confirmação de sua vitória no segundo turno da eleição de 2026. (Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil)

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Embora Lula não seja uma novidade para o brasileiro, no dia seguinte à reeleição o mercado reagiu derrubando a bolsa em minutos após a abertura e fazendo o dólar disparar de menos de R$ 5 para quase R$ 6. Tudo na primeira manhã após a eleição mostrar que Lula continuará por mais quatro anos. Que macrodificuldades econômicas assustam os que operam com o capital das empresas abertas e com o mercado exterior? Que mudanças esperam aqueles que já vêm operando as oscilações dos mercados de capitais e de câmbio desde 2023, quando começou o terceiro mandato de Lula? Talvez não esperem mudanças, o que é grave e significa piora da atual situação de endividamento público e acúmulo de déficits nas contas do governo.

Nesses dias, Lula tem dito que “nós vamos mudar o jeito de governar este país”. Soa amplo e se abre a interpretações diferentes. Será que ele está fazendo uma autocrítica? Será que vai cortar ministérios, despesas, rever a área social, combater o endividamento? Ou será uma ameaça, pois fala em maior participação do povo, o que acontece na democracia direta da Suíça, mas pode soar como substituir o Congresso dos representantes do povo e dos estados onde ficou com minoria de deputados e senadores na última eleição? Talvez tenha sido essa incerteza que fez a bolsa acionar o circuit braker e impulsionou a busca de proteção no dólar e no ouro.

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E há as incertezas deixadas nos dois debates. Lula dando as costas para a câmera, cometendo o ato falho de “o Brasil acabou” na Band e, na Globo, confuso com o painel de assuntos, sem ouvir respostas de Flávio Bolsonaro, lento no raciocínio e cometendo mais um ato falho, o de “acabar com a polícia”. Lula já não é o jovem ágil; é o presidente mais idoso da história do Brasil, repetindo as ideias de gastança e de que o consumo gera crescimento, sem se preocupar com o endividamento. Seriam mais quatro anos de agravamento das consequências do desequilíbrio fiscal e da dívida pública.

A tudo isso se soma a insegurança jurídica e institucional criada pelo Supremo, acrescida da insegurança eleitoral agravada por Cristiano Zanin. O primeiro turno fez uma Câmara e boa parte do Senado sob medida para Flávio, e de oposição a Lula. Temos, então, dificuldades econômicas, jurídicas e políticas para o próximo quadriênio. Mas não se pode dizer que acabou o Brasil, porque o potencial do país é muito grande – tão grande quanto vencer o desafio de encontrar um caminho estável e seguro para dar ensino, saúde e segurança que conduzam ao bem-estar e à prosperidade um dia, enfim.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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