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O vigilante Jorge Luiz Antunes, morto pelos assaltantes do Village Mall, shopping no Rio de Janeiro.
O vigilante Jorge Luiz Antunes, morto pelos assaltantes do Village Mall, shopping no Rio de Janeiro.| Foto: Reprodução/mídias sociais

Eu tenho muitos amigos na Amazônia – inclusive, muitos marubos, meus irmãos marubos do Vale do Javari, onde aconteceu esse assassinato. Tenho amigos por toda parte, no garimpo, pessoas que estão lá sofrendo embaixo das árvores, que não são vistas pelo satélite. Foi com um desses que conversei ontem. E ele me perguntou: a Polícia Federal vai mesmo desvendar esse assassinato? Porque na Amazônia ninguém morre de graça. Sempre há motivos. E desconfiamos que o motivo vai esclarecer muita coisa, e derrubar muita narrativa e ficção. Então fica no ar a pergunta: por que foram mortos Dom e Bruno? Em geral, quando não se quer esclarecer, não se dá o motivo da morte. Quando se quer deixar que uma morte fique alimentando narrativas por anos, como acontece com aquela vereadora do Rio de Janeiro, então é preciso esclarecer e dizer por quê.

Assalto ao shopping: a culpa é de todos, menos dos bandidos

Falando em morte, morreu o vigilante Jorge Luiz Antunes, quatro netos, quatro filhos, 49 anos. Recebeu um tiro no rosto, e o noticiário é a coisa mais cruel que existe. Parece que se está culpando o Jorge por ter morrido. O noticiário diz que ele não tinha treinamento para usar arma; ou culpa o shopping, que foi assaltado por 12 bandidos. É incrível esse amor aos bandidos, a bandidolatria. O procurador Aras, que é o chefe da Procuradoria-Geral da República, lançou ontem um movimento nacional em defesa das vítimas. Ele disse que a vítima não pode ser culpada, e parece que Jorge Luiz Antunes é posto como culpado no noticiário. Enlouquecemos, nós, os jornalistas. É uma coisa incrível.

Brasil, Japão, Rússia e energia

A Petrobrás está com novo presidente. O problema da Petrobrás é a falta de refino, um problema do Brasil. Nós temos a matéria-prima, que é o petróleo, e não temos como beneficiar todo o combustível de que necessitamos, principalmente diesel. Qual é o problema estrutural disso? Duas refinarias do governo Lula: Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), no município de Itaboraí, que está com prejuízo de R$ 47 milhões. Abreu e Lima foi um negócio com Hugo Chávez, que não cumpriu sua parte; era para custar R$ 2 bilhões e está com custo de R$ 18 bilhões, incrível. Então, no fundo, é isso.

Enquanto isso, Tóquio está com problema de eletricidade. O governo japonês está pedindo para desligarem as luzes em uma das cidades mais iluminadas do mundo. Para mim, é a “cidade luz” do mundo; já estive em Tóquio algumas vezes e, realmente, a beleza da iluminação não está em Paris, está em Tóquio. E com problemas de energia elétrica. Já aqui, no Brasil, nós temos abundância futura, só depende de nós no presente. Por exemplo, a energia eólica no Nordeste pode gerar o equivalente a 50 ou 100 Itaipus. Sabem lá o que é isso?

Por fim, queria registrar uma conversa entre Putin e Bolsonaro, ao telefone, que resultou em uma nota oficial do Kremlin, informando aos brasileiros que a Rússia garante fornecimento ininterrupto de fertilizantes aos agricultores. E mais: os dois lados garantem expansão da cooperação mútua em energia e no agro.

Conteúdo editado por:Marcio Antonio Campos
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