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A música eletrônica e a emoção.

  • PorDan Polastri
  • [18/02/2014] [17:46]
Dentre as artes, a música é a única que, ao mesmo tempo, é completamente abstrata e profundamente emocional. (Foto Internet)
Dentre as artes, a música é a única que, ao mesmo tempo, é completamente abstrata e profundamente emocional. (Foto Internet)| Foto:

Dentre as artes, a música é a única que, ao mesmo tempo, é completamente abstrata e profundamente emocional. Não tem o poder de representar nada que seja especifico ou externo, mas tem o poder exclusivo de expressar estados íntimos ou sentimentos.

Música e emoções.

Dentre as artes, a música é a única que, ao mesmo tempo, é completamente abstrata e profundamente emocional. (Foto Internet)

As origens da música são baseadas na repetição de baterias primárias em rituais xamânicos em busca da espiritualidade. Havia uma ligação clara entre a música e a consciência emotiva, e era através deste ritual básico que um estado de consciência podia ser alterado.

Mesmo com a evolução, é possível ver a evidência deste estado inicial na música eletrônica. Muitas formas de trance e house parecem encarnar este aspecto, é com a lenta mudança de tons e com as batidas repetitivas que é possível representar esta intenção primordial. O uso da melodia vocal e percussão (embora sintetizada eletronicamente) formam o fundo para a maioria das canções, imitando sons pré-históricos dos quais a música foi concebida.

A música nos leva a um nível de resposta emocional tão intenso que é raro experimentar essas sensações em outras atividades do nosso dia a dia.

A emoção é uma reação à uma experiência inesperada. Tudo que fazemos, inclusive escutar uma música nova, começa com uma espécie de expectativa, uma antecipação do que está por vir, que pode ser confirmada ou não; todas as sutis faltas de confirmação desta expectativa, são contrabalançadas por ajustes feitos pelo nosso cérebro para a próxima antecipação em relação a música.

Emoções com a música.

A música nos leva a um nível de resposta emocional tão intenso que é raro experimentar essas sensações em outras atividades do nosso dia a dia. (Foto Internet)

Em especial, “aprendemos” uma determinada música apenas na medida que somos capazes de prever o que acontecerá, porque prever é modelar as relações profundas que dão coesão à música. Quando ocorre uma acentuada discrepância entre previsão e realidade, provoca-se uma forte reação. Acredita-se que essas discrepâncias sejam a base da emoção.

As emoções positivas ocorrem quando a experiência supera a previsão.

Embora a experiência pessoal e a cultural desempenham reações individuais, pesquisadores descobriram que determinadas características das músicas estão diretamente associadas ao desencadeamento de fortes emoções nos ouvintes:

– Começam suavemente e tornam-se altas repentinamente;
– Incluem uma entrada abrupta de uma nova “voz”, seja um instrumento novo ou harmonia;
– Envolvem uma expansão das freqüências tocadas;
– Contêm desvios inesperados na melodia ou harmonia em suas passagens.

Estas técnicas são as mesmas que os grandes compositores clássicos utilizavam no passado, por exemplo, Mozart.

A música provoca um frio na espinha, uma vez que se inclui surpresas em termos de volume, timbre e padrão harmônico.

Quando a música quebra de repente seu padrão esperado, nosso sistema nervoso simpático (o que provoca ações básicas como acelerar o coração quando corremos, por exemplo) entra em alerta máximo; nossos corações aceleram e começamos a suar. Dependendo do contexto, interpretamos este estado de excitação como positivo ou negativo, feliz ou triste.

Músicas emocionalmente intensas liberam dopamina no nosso centro de prazer e recompensa do cérebro, o núcleo accumbens. Isso nos faz sentir bem e nos motiva a repetir o comportamento. Seja uma música triste ou feliz, o nível de dopamina liberada é o mesmo, isso sugere que quanto mais emoções uma música provoca, mais queremos ouvi-la.

Música e Emoções

A música provoca um frio na espinha, uma vez que se inclui surpresas em termos de volume, timbre e padrão harmônico. (Foto Internet)

A música idealiza tanto emoções negativas quanto positivas. Com isso ela aperfeiçoa momentaneamente nossas vidas emocionais individuais. O “significado” que sentimos não está na musica como tal, mas em nossas próprias reações ao mundo, reações que carregamos sempre conosco. A música serve para aperfeiçoar essas reações, para tornar-las belas. Assim fazendo, a música confere dignidade a experiências que, com freqüência, estão longe de serem dignas. E, conferindo prazer mesmo a emoções negativas, a música serve para justificar sofrimentos grandes e pequenos, garantindo-nos que tudo não foi a troco de nada.

É a força das próprias vidas que impulsiona a previsão musical, e a recompensa das resoluções musicais é para nossas próprias alegrias e dores.

Este é o primeiro post de uma série, onde vou abordar esta relação da música eletrônica com as emoções por ela despertadas. Para exemplificar um pouco disso, a música do post de hoje desperta, pelo menos em mim, emoções positivas de paz e tranquilidade.

Aperte o Play! e sinta as suas emoções!

Pozitive – Trip In My Soul (Original Mix)
Deep House

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Veja também:
Os sub-estilos da Música Eletrônica
Como o DJ cria seu set?
Corra dos ‘Fake DJs’!!

Referências: MVerzaro, Purpletrance, techno.org.

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