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Dawkins, síndrome de Down e as consequências de uma frase tola

  • PorJônatas Dias Lima
  • 29/08/2014 15:58
Foto: Wikimedia Commons
Foto: Wikimedia Commons| Foto:
Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

Na semana passada, o mais conhecido ateísta militante do mundo afirmou, em sua conta no Twitter, que bebês em gestação identificados com síndrome de Down deveriam ser abortados, e que trazê-la ao mundo é “imoral”.

A visão desumana do biólogo parece ter surpreendido muitos de seus seguidores mais desinformados. O desprezo de Dawkins por qualquer visão humanista de moral, não é nenhuma novidade para os principais alvos de sua ira: cristãos e religiosos em geral. Há tempos, a seita neoateísta fundada pelo britânico destila ódio a tudo que seja culturalmente vinculado ao cristianismo, como a defesa da vida humana desde a concepção. Por conta disso, a obsessão anticlerical do autor de “Deus é um delírio” cativava grupos igualmente descontentes com aspectos da visão cristã de mundo, como boa parte da esquerda política e cultural.

Acontece que o tema da inclusão social de pessoas com deficiência tornou-se, com toda a legitimidade, um consenso, inclusive entre ateus honestos. O mundo e a história estão repletos de exemplos que mostram como pessoas com síndrome de Down podem ter uma vida plena de significado, em muitos aspectos igual a de qualquer outro ser humano nascido sem a síndrome. Esta bandeira é erguida, inclusive, por gente que até semana passada simpatizava com o cientista, por acha-lo “vanguardista”, ou simplesmente por que ridicularizar a religião (e os religiosos) virou comportamento comum de intelectual descolado. Há quem não resista a entrar na onda.

Passou uma semana desde o ocorrido, mas até agora jornais, redes sociais e grupos ligados ao tema da inclusão social, principalmente em língua inglesa, não param de questionar e lamentar a frase digna de um espartano vindo de séculos antes de Cristo, ou do governo nazista nos anos 40. Gente que se importa com os outros, mas que também curtia Dawkins, têm postado depoimentos de surpresa e decepção. Pais com filhos nascidos com a síndrome aplicam ao ateísta uma lição após outra, contando suas histórias, mostrando fotos de seus filhos ou sugerindo até que o doutor aborrecido seja abraçado por um desses que ele lamenta não terem sido abortados.

Enfim, há quem tenha esperança de que Dawkins mude. Eu penso que se o desapontamento de seus seguidores os fizer abrir os olhos, será a única consequência positiva de uma afirmação desastrada e cruel.

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