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Entrevista: David Kyle fala sobre o filme Blood Money – Aborto Legalizado

  • PorJônatas Dias Lima
  • 13/11/2013 01:06
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação| Foto:

O diretor de Blood Money – Aborto Legalizado, David Kyle, esteve na redação da Gazeta do Povo e conversou comigo antes da pré-estreia do documentário em Curitiba. Motivado a produzir a obra pela experiência familiar – sua esposa já teve um aborto – ele falou sobre os aspectos tratados na produção, e de como a história da legalização do aborto nos Estados Unidos pode servir de alerta ao Brasil.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1.       Por que a preocupação em resgatar as polêmicas em torno da história da legalização do aborto nos Estados Unidos?

Por que é uma história cheia de contradições. Os defensores do aborto mentiram sobre os números de abortos e mortes por aborto quando foram à Suprema Corte do meu país, e acabaram convencendo os juízes a legalizar a prática. Acho, aliás, que é uma história muito útil ao Brasil, porque estimula as pessoas a buscarem o que é verdade e o que é mentira nessa discussão.

2.       O filme mostra uma relação entre aborto e racismo que é pouco conhecida no Brasil. Pode falar mais sobre o assunto ?

A questão do racismo não estava nos planos iniciais, mas após uma conversa com Alveda King, sobrinha de Martin Luther King e apresentadora do filme, achamos que não podíamos deixar esse problema de fora. As pessoas precisam conhecer o impacto que o aborto tem na comunidade afro-americana, reduzindo-a cada vez mais. O número de abortos em comunidades negras nos Estados Unidos é tão grande que se assemelha uma espécie de genocídio.

3.       Outro aspecto interessante de Blood Money é que, diferente de outras manifestações contra o aborto, o filme não faz uso de imagens fortes, como corpos de bebês abortados. Apesar disso, os depoimentos são bastante chocantes. Fale sobre essa opção.

Tivemos um grande debate entre essas duas visões. Usar ou não usar as imagens de fetos abortados. Muitas pessoas defendem que é preciso usá-las, mas nós decidimos não usar, para que o filme pudesse ser mostrado nos cinemas americanos. Se tivéssemos usado as fotos, o filme seria permitido apenas para pessoas maiores de 17 anos e assim menos jovens poderiam ver o filme, e os jovens são o público alvo, já que são eles os que mais tendem a abortar. Além disso, acreditamos que os depoimentos verbais já são suficientes para convencer as pessoas.

4.       No início do ano, uma reportagem da revista Time mostrou que a opinião pública nos Estados Unidos quanto ao aborto está mudando, tornando-se cada vez mais pró-vida. Você confirma isso ? Qual seria a causa dessa mudança ?

 Sim, de fato há uma guinada da opinião pública norte-americana para o lado pró-vida. Eu mesmo observo o crescimento da Marcha Pela Vida em Washington, que fica mais numerosa ano após ano, e na última edição estiveram presentes 600 mil pessoas. Quando vejo essas manifestações é possível notar claramente dois grupos. O dos adultos que viram o aborto ser legalizado, e o dos jovens, que é o maior grupo, e sabemos que são eles que estão mudando o cenário americano para pró-vida.

Eu acho que todo este envolvimento da juventude está acontecendo porque eles sabem que poderiam ter sido abortados, já que nasceram depois da legalização.  Além disso, esses jovens perderam irmãos, ou parentes por causa do aborto. Por causa do aborto, um terço da geração deles se foi. Então eles conhecem bem os perigos contra os quais lutam.

852967248dd3e6cb3942a1fe6af42945_XL5.       Comparadas à realidade dos EUA as organizações pró-vida do Brasil ainda são iniciantes. Você faria alguma recomendação a esse movimento no Brasil ?

 Minha principal recomendação é a de se manterem unidos. Por que nos Estados Unidos os grupos têm o mesmo objetivo, mas eles preferem atuar separados. Um bom exemplo é a questão do uso de imagens de bebês abortados. Alguns grupos insistem que você deve usá-las, outras são contra esse uso. Também há diferenças motivadas por religião. A maior parte dos grupos pró-vida dos Estados Unidos são ligados à Igreja Católica. Também há muitos grupos protestantes, mas esses dois grupos não trabalham bem juntos.  Esse é um aspecto interessante que pude notar no Brasil. Aqui o movimento pró-vida parece ser composto por católicos, evangélicos, espíritas e todos esses grupos se unem e trabalham juntos. Eles sabem que o aborto é ruim, e combatem-no juntos, independentemente da diferença de seus credos.

Essa união é muito importante, porque o lado favorável ao aborto é unido. Portanto,  se vocês têm 80% da população contrária à legalização do aborto, se trabalharem juntos, vão conseguir manter o país livre do aborto.

6.       Qual sua análise quanto a omissão da imprensa norte-americana na cobertura do caso Gosnell ?

Esse é um problema que temos por lá, porque grande parte da mídia é conivente com o aborto legalizado e fecha os olhos para os problemas que ele trás. Num outro caso, quando um ativista pró-vida matou um médico aborteiro, a mídia deu extensa cobertura, e usou a oportunidade para repetir argumentos abortistas. E no caso Gosnell, que possuía uma clínica de abortos e matava bebês tanto dentro como fora do útero, houve um silêncio absurdo. Infelizmente, grande parte da imprensa norte-americana segue uma agenda, e essa agenda quer manter o aborto legalizado.

7.       Porque os altos lucros das clínicas de aborto são um problema ?

Essas clínicas lucram muito porque não dão à mulher outras opções, como a adoção. Não há nenhuma preocupação humanista ali. Quando você mata bebês por dinheiro, você não se preocupa em evitar o aborto, porque quanto mais abortos fizer mais dinheiro vai ganhar. Para eles, quando você salva o bebê, você perde dinheiro.

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