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Não lembro o último ano em que o Campeonato Paranaense terminou em campo e não teve prolongamento nos tribunais. Caso Bruxo, Supermando, Real Brasil, Rio Branco… Sempre há algum motivo para a peleja migrar do gramado para o tapetão.

Não que falte motivo. Corrupção na arbitragem, regulamento mal redigido e inscrição irregular justificam uma ação legal. E deixam clara a incapacidade da cartolagem paranaense em organizar um campeonato com começo, meio e fim.

A pendência da vez envolve Paraná e Rio Branco. Ontem, o TJD-PR determinou a perda de 22 pontos pelo Leão da Estradinha, por uso de jogador irregular, decisão que alçou o Tricolor de volta à Primeira Divisão estadual.

Isso por enquanto, pois o Domingos Moro, que já havia adiado a sessão da semana passada, entrou com pedido de anulação da sessão de ontem. Entre as idas e vindas permitidas pela lei entre TJD e STJD, não duvide se o caso avançar o Estadual-2012. Também não duvide se com o Estadual em andamento, um time que estiver na Segunda voltar para a Primeira e um da Primeira parar na Segunda. E não duvide, ainda, se o Paranaense-2012 não começar enquanto todas as instâncias não estiverem esgotadas.

É um ciclo vicioso. A organização precária da Federação e dos clubes abre brechas jurídicas, que se transformam em julgamentos, que mantém os campeonatos em aberto, ameaçam as edições seguintes e tornam investir no futebol paranaense um negócio de risco. Sem investimento, sem dinheiro, sem organização eficiente e começa tudo de novo.

Sobre o caso do Paraná, especificamente, já escrevi algumas vezes o que penso: se houve erro na inscrição, o Rio Branco deve ser punido. O Paraná se sentiu lesado, está certo em buscar os seus direitos. Mas isso não apaga o vexame do rebaixamento. Pelo contrário, deixa a marca indelével de que o Tricolor conseguiu a façanha de cair em campo e precisou correr para o tapetão para não jogar a Segundona estadual.

Resumo da ópera: dos clubes envolvidos ao futebol paranaense no geral, passando pela Federação, todo mundo perde nessa história.

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