Foto: Polícia Civil.
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Foto: Polícia Civil.

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Todos os coronéis e todos os comandantes de batalhão da Polícia Militar do interior do Paraná estão nesta quarta-feira em Curitiba. Têm reunião marcada com o secretário interino da Segurança Pública, delegado Wagner Mesquita. Na pauta, a tentativa de encontrar meios para retomar o trabalho depois do caos das últimas semanas: repressão no Centro Cívico com 213 feridos; queda do antigo secretário; rebelião dos coronéis.

Mas uma pauta paralela também marca o encontro da cúpula da Polícia Militar: tentar fechar acordos sobre a definição do novo comandante-geral, que deve ser anunciado nos próximos dias. O interino, coronel Bührer, teria dito não ter interesse em ser efetivado. Há pelo menos quatro grupos formados entre os 19 coronéis da ativa.

A nomeação do novo titular, depois da queda do coronel Kogut, que comandou a tropa na operação do Centro Cívico, depende do governador do estado e passa por negociações com os deputados estaduais. Hoje, o nome mais forte parece ser o do coronel Tortato, que foi chefe do Estado Maior até recentemente.

Entre os coronéis, há outra disputa em andamento. Vários deles acham que o governador deveria nomear apenas o comandante. E o comandante nomearia seu sub e o chefe do Estado Maior. A prática tem sido de o governador nomear todo mundo, cada um vindo de uma ala diferente, para agradar vários setores da corporação. Mas segundo os policiais, isso mais causa confrontos do que ajuda, já que nem sempre o comandante e o sub (que efetivamente comanda a tropa) se dão bem.

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