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Empresas lucravam até com o frio dos cobradores

  • PorRogerio Galindo
  • 17/03/2014 13:10
Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Estações-tubo: túneis de vento.

As empresas de ônibus de Curitiba andavam lucrando até mesmo com o frio da cidade em que atuam. Melhor dizendo: andavam lucrando com o frio que os cobradores passam nas benditas estações-tubo – um verdadeiro túnel de vento exposto aos rigores do inverno local. Na licitação, combinou-se que os cobradores receberiam das empresas um “kit inverno”, com luvas, gorro, pulôver e manta. Justo, não?

Mas, opa!, o dinheiro para a compra do material, estimado em R$ 360 mil por mês, não saía do lucro dos Gulin e dos Bertoldi. Vinha do dinheiro da minha e da sua passagem. Vinha dos R$ 2,70 que pagamos ao entrar no coletivo. E o que é pior. Muitas empresas pegavam o dinheiro, não compravam nem luva, nem gorro, nem nada. Deixavam o cobrador ao vento. A Urbs tentou cobrar a devolução do dinheiro não gasto ano passado. Mas a tarifa já estava paga.

Nesta segunda, o prefeito Gustavo Fruet, seguindo uma determinação do Tribunal de Contas, anunciou que está cortando sete itens que foram incluídos desse jeitinho na tarifa que pagamos. E prometeu que, com isso, pelo menos por enquanto, a tarifa cobrada dos passageiros fica mesmo em R$ 2,70. A tarifa técnica fica R$ 0,10 mais cara, e pagaremos isso com o IPTU.

A permanência da tarifa no longo prazo, porém, depende de a Justiça autorizar mais cortes na tarifa técnica. São os impostos exclusivos dos ônibus, os impostos exclusivos das instalações e a taxa de risco dos ônibus híbridos. Se a Justiça der liminar, tudo bem. Caso contrário, provavelmente a tarifa sobe e será preciso subir a tribunais para rediscutir o caso.

Tudo porque a licitação da gestão anterior parece ter sido feita cheia de erros, com vários itens que favoreciam o lucro das empresas. Corrigir isso agora é fundamental. Nem só pelos (vinte?) centavos que representará. Mas para mostrar que a lei não manda só que sejam feitas licitações. Mas sim que elas sejam feitas para beneficiar a sociedade como um todo. Entre outras coisas, prevendo um preço razoável pelo serviço que é oferecido à população.

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