
Ok. Aparentemente o plano dos vereadores, da prefeitura e da Urbs é nos confundir a ponto de não saber mais qual é a lei que está em vigor. Tentando explicar:
1 – A Urbs decide que motoristas podem trabalhar em dupla função, sendo também cobradores.
2 – O vereador Denílson Pires apresenta projeto proibindo a dupla função (isso em 2009). O projeto é aprovado em primeira sessão e depois retirado de pauta porque teria problemas de redação. Fica engavetado por três anos.
3 – A Câmara retoma a proposta e aprova o projeto em 2012. O prefeito Luciano Ducci sanciona e a dupla função é proibida.
4 – A Urbs, preocupada com o lucro das empresas, acha uma brecha na lei para os motoristas continuarem cobrando.
5- Vereadores apresentam outro projeto para deixar clara a regra e impedir a dupla função.
6 – Sob ordens da prefeitura, os vereadores retiram o projeto e deixam tudo para lá.
7 – Agora, o vereador Rogério Campos reapresenta o projeto, que terá de fazer de novo todo o trâmite na Câmara.
Vem cá: não seria mais fácil o prefeito Gustavo Fruet, que tem maioria de 95% na Câmara, decidir primeiro o que quer? Ou, melhor ainda, orientara Urbs a cumprir a lei e deixar de fazer chicana, como diz o ministro Joaquim Barbosa?
Fruet e os vereadores estão perdendo tempo para fazer o que é óbvio e necessário. Inexplicável infringir a lei em nome de R$ 0,05 que seriam acrescentados ao preço da tarifa. Obviamente, a prefeitura tem como cobrir isso. E, mesmo que não tivesse: o que é certo é certo. Prefeito tem de cumprir a lei, e não arranjar jeitos de contorná-la.
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