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O PT e as Farc: o partido paga pelo seus erros

A declaração de Índio da Costa sobre a relação do PT com as Farc (e, por extensão, com o narcotráfico) provocou furor. Desmentidos de um lado, reafirmações do outro. Faz sentido: acusar um partido político de ligação com o tráfico e com sequestradores é algo grave.

As provas de que em alguma medida e em algum momento houve contato entre PT e Farc estão aí: o tal Foro de São Paulo talvez seja a mais conhecida. PT e Farc participaram do mesmo fórum. As Farc acabaram saindo. Faz tempo, mas ficou.

A contratação da mulher de um dos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia pelo governo federal também ficou aí. Gravada no tempo.

Há também os e-mails de Raul Reyes, morto no Equador, dizendo que a Farc tinha simpatizantes no governo Lula.

Agora, o PT paga por isso. Paga por ter acreditado em épocas anteriores que qualquer um que se dissesse contra o “imperialismo yankee” devia ser amigo. Paga por ter acreditado que todo mundo que se dissesse de esquerda merecia fazer parte do grupo.

O PT já tem 30 anos de idade. Deveria saber melhor do que isso. Nunca deveria ter procurado com gente como as Farc, que sequestram e matam em nome, supostamente, de um projeto.

Lula sempre tentou manter os colombianos a distância, dizendo que não concorda com os métodos deles. Faz bem. Fez bem também em optar pelo caminho democrático. Mas os amigos ficaram aí. E agora é preciso se explicar.

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