Temer e Cunha. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Temer e Cunha. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.| Foto:
Temer e Cunha. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

Temer e Cunha. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

O PMDB está “90% a favor do impeachment”. O PP fechou orientação pela deposição de Dilma e, dos seus 47 deputados, especula-se que só sete ficarão a favor da presidente. Para além do PT, esses são os dois partidos responsáveis por todos os escândalos que vêm sendo investigados na Petrobras.

Aliás, PMDB e PP têm mais parlamentares e políticos com prerrogativa de foro investigados do que o próprio PT: na famosa “lista de Janot”, que enviou os inquéritos ao Supremo Tribunal Federal, o PP (repita-se, com 47 deputados) tem 32 investigados. O PMDB tem sete nomes. E o PT, em terceiro lugar, aparece com seis.

Quem acompanhou a Lava Jato nestes dois anos sabe que a divisão do bolo na Petrobras nos governos petistas era feita entre essas três legendas. O PP, por exemplo, foi responsável pela indicação de Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento. O PMDB indicou Nestor Cerveró, para a diretoria Internacional. O PT tinha Renato Duque. Os três foram presos.

Os partidos que agora apoiam o impeachment também são em grande medida os que participaram do mensalão petista descoberto em 2005. O PTB foi quem virou o cocho na época, mas recebeu o dinheiro. Assim como o PP, de José Janene. Assim como o PMDB, de José Borba.

Michel Temer, o vice que é o grande defensor da tese do impeachment hoje, ao lado de Eduardo Cunha, foi citado na Lava Jato. O presidente da Câmara foi pego com dólares na Suíça, de origem estranha e não declarados. Ambos negociam com os partidos que abandonaram Dilma e que, agora, mudaram de lado.

Estes mesmos partidos prometem que vão apoiar a Lava Jato em um governo Temer. A mesma Lava Jato que os petistas dizem que Dilma deveria ter barrado – e não barrou. Você pode acreditar que todo o Congresso se regenerou. Mas o mais provável é que, além do impeachment de Dilma, a votação no Congresso signifique também o impeachment de Sergio Moro.

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